- A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu três pessoas e cumpriu 21 mandados de busca e apreensão na operação contra a pirâmide financeira EBDOX.
- O esquema movimentou mais de R$ 1 bilhão e utilizava um falso especialista em economia para enganar as vítimas.
- As vítimas eram atraídas por anúncios nas redes sociais e convidadas a grupos de WhatsApp, onde recebiam dicas de investimento geradas por inteligência artificial.
- Os responsáveis pelo esquema eram indivíduos de nacionalidade chinesa, que operavam a partir de São Paulo, e desviavam o dinheiro para a compra de criptomoedas e outras operações.
- A plataforma EBDOX foi retirada do ar, e as vítimas não conseguiram recuperar os valores investidos, com relatos de perdas significativas, como o de uma pessoa que perdeu R$ 200 mil.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação contra a pirâmide financeira EBDOX, que prometia altos retornos por meio de investimentos em uma plataforma falsa. Na ação, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e três prisões temporárias em várias cidades, incluindo São Paulo e Curitiba.
De acordo com o delegado Thiago Boeing, as vítimas eram atraídas por anúncios nas redes sociais e convidadas a participar de grupos de WhatsApp. Um suposto doutor em economia da USP, na verdade um personagem fictício, fornecia dicas de investimento que eram geradas por inteligência artificial. Os verdadeiros responsáveis pelo esquema eram indivíduos de nacionalidade chinesa, que operavam a partir de São Paulo.
Os golpistas criaram uma estrutura complexa para monitorar as vítimas, utilizando catálogos em chinês para se comunicar com os líderes do esquema. Após conquistar a confiança dos participantes, indicaram a plataforma EBDOX para novos investimentos em criptomoedas, mas nenhum aporte real foi realizado. O dinheiro era desviado para os golpistas, que movimentaram mais de R$ 1 bilhão em 2024.
As vítimas foram enganadas com a promessa de que seus investimentos estavam bloqueados pela Polícia Federal e precisavam pagar um caução de 5% para liberá-los. Contudo, após o depósito, não receberam o retorno esperado. A plataforma EBDOX foi retirada do ar, revelando que não havia investimentos reais, apenas uma fachada.
A Polícia Civil registrou casos de prejuízos significativos, como o de uma vítima em Taguatinga, que perdeu R$ 200 mil. O dinheiro desviado era lavado por meio da compra de criptomoedas e outras operações, incluindo a exportação de alimentos para a Venezuela.
Entre na conversa da comunidade