- O Banco de Brasília (BRB) anunciou que não irá recorrer da decisão do Banco Central que vetou a aquisição de participação no Banco Master.
- A proposta envolvia a compra de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais, totalizando R$ 2 bilhões.
- O Banco Central fundamentou a negativa em preocupações sobre a qualidade dos ativos do Banco Master, que caíram de R$ 48 bilhões para R$ 23,9 bilhões.
- O BRB não teve acesso ao processo que embasou a decisão e afirmou que novas alternativas só serão avaliadas após a disponibilização dos documentos.
- Apesar da recusa, o BRB continua a buscar novas oportunidades, incluindo operações menores.
O Banco de Brasília (BRB) anunciou na noite de sexta-feira (5) que não irá recorrer da decisão do Banco Central que vetou a aquisição de participação no Banco Master. A proposta inicial envolvia a compra de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais, totalizando um investimento estimado em R$ 2 bilhões.
A negativa do Banco Central foi fundamentada em preocupações sobre a qualidade dos ativos do Master, que apresentava um modelo de negócios arriscado. A análise, que durou mais de cinco meses, revelou que o valor dos ativos do banco caiu de R$ 48 bilhões para R$ 23,9 bilhões, o que foi considerado um ponto frágil da operação.
Em comunicado, o BRB informou que não teve acesso ao processo que embasou a decisão do regulador. A instituição ressaltou que a avaliação de novas alternativas só será possível após a disponibilização integral dos documentos. Dirigentes do BRB afirmaram que não faz sentido desistir, pois não há fatos novos que justifiquem uma nova proposta.
Recentemente, o BRB tentou uma última abordagem ao Banco Central, enviando um ofício com sugestões de ajustes na proposta, mas essa tentativa não teve sucesso. Com a recusa, aumenta o risco de intervenção do Banco Central no Master, o que pode resultar em uma administração temporária ou até na liquidação do banco.
Apesar da negativa, o BRB continua a explorar novas oportunidades, incluindo alternativas menores para a operação.
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