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Influenciadores deixam redes sociais e voltam ao regime CLT

Influenciadores migram para o regime CLT em busca de estabilidade financeira e saúde mental, diante de maior competição e renda volátil

A criadora de conteúdo Alana Azevedo, 33, retornou ao mercado formal há dois anos.
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  • Influenciadores estão deixando a atuação apenas online e migrando para o regime CLT, em busca de estabilidade financeira e saúde emocional, mesmo com o crescimento da carreira digital.
  • A criadora de conteúdo Alana Azevedo, conhecida como @alanitcha, trocou o trabalho 100% digital por um cargo CLT híbrido em São Paulo, mantendo a produção de conteúdo como renda extra.
  • Pesquisa da Youpix com a Brunch mostra que a maioria ganha entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por mês, com poucas pessoas acima de R$ 10 mil; muitos dependem de mais de uma fonte de renda.
  • Casos como Gabrielle Gimenes e Caroline Dallepiane mostram que a mudança pode trazer benefícios como plano de saúde e estabilidade, ainda que haja redução de renda em alguns cenários.
  • A Youpix destaca que a creator economy evolui com novas formas de atuação, incluindo produtos, palestras e serviços para diversificar receitas além de parcerias tradicionais.

Sob o impulso de maior competição e oscilações de renda, algumas figuras da influência digital estão optando por retornar ao regime CLT. A onda contrária à procura por mercado formal revela motivações financeiras e emocionais, segundo especialistas e relatos de profissionais entrevistados.

A influenciadora Alana Azevedo, conhecida pelo apelido @alanitcha, migrou para o CLT há dois anos. Ela deixou de atuar apenas como autônoma para assumir um cargo híbrido em São Paulo, com salário fixo e benefícios. O retorno ao mercado formal ocorreu após alcançar sucesso nas redes e campanhas com grandes marcas.

Além de Alana, relatos de outras profissionais destacam escolhas semelhantes. A CEO da Youpix, Rafaela Lotto, aponta que o cenário atual exige diversificação de receitas para manter estabilidade financeira, com menos dependência de uma única fonte de renda.

Contexto do mercado

População de criadores tem enfrentado maior concorrência e queda relativa de renda. Estudo recente da Youpix com a Brunch indica que a maioria recebe entre 2 mil e 5 mil reais mensais, com poucos acima de 10 mil. A mudança para o CLT aparece em busca de previsibilidade financeira.

Casos e impactos

Gabrielle Gimenes, produtora audiovisual, atuava exclusivamente como criadora de conteúdo e migrou para uma função CLT em uma empresa de educação. Ela passa a ganhar salário mensal fixo e manter a criação como renda complementar, entre 1 mil e 2 mil reais mensais.

Caroline Dallepiane, coordenadora de conteúdo, mudou para o regime formal em Joinville após sete anos como influenciadora. A remuneração caiu pela metade, mas ela cita ganho de comunidade, aprendizado e estabilidade como fatores decisivos para a mudança.

Aprendizados e perspectivas

Especialistas destacam a importância de diversificar fontes de receita na economy de criadores. A ideia é transformar atuação online em negócio estável, com palestras, cursos, produtos e serviços, reduzindo a dependência de contratos com marcas.

Rafaela Lotto enfatiza que migrar para o CLT ainda carrega estigma, lembrando que a educação financeira e o planejamento de carreira são essenciais para quem busca equilíbrio entre criação e emprego formal.

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