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XP mantém projeções de PIB e inflação, mas alerta sobre riscos fiscais e eleitorais

XP Investimentos projeta crescimento do PIB em 2,2% para 2025 e 1,7% para 2026, destacando riscos fiscais e influência das eleições de 2026

Foto: Reprodução
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  • A XP Investimentos divulgou seu relatório macroeconômico em cinco de setembro de 2025, mantendo as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,2% para 2025 e 1,7% para 2026.
  • O relatório destaca um ambiente global mais favorável para países emergentes, apesar dos riscos fiscais e políticos enfrentados pelo Brasil.
  • A inflação no Brasil deve ser de 4,8% em 2025 e 4,5% em 2026, com sinais de alívio, mas a inflação de serviços está em alta.
  • A política monetária deve permanecer restritiva, com a taxa Selic prevista para cortes graduais a partir de janeiro de 2026, atingindo 12% até o final do ciclo.
  • As eleições de 2026 são vistas como um fator importante para as expectativas do mercado e as reformas fiscais no Brasil.

A XP Investimentos divulgou seu relatório macroeconômico nesta sexta-feira (5), mantendo as projeções de crescimento do PIB em 2,2% para 2025 e 1,7% para 2026. O documento destaca que, apesar da desaceleração da atividade econômica, o ambiente global se mostra mais favorável para países emergentes, embora o Brasil enfrente riscos fiscais e políticos.

Os analistas da XP ressaltam que o crescimento nos Estados Unidos e na China continua robusto, enquanto a inflação internacional não apresenta repasses significativos das tarifas comerciais. A expectativa de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve dos EUA é um fator positivo para o Brasil, com projeções de pelo menos dois cortes em 2025. Essa movimentação pode beneficiar os mercados emergentes, incluindo o brasileiro.

Cenário Doméstico

No Brasil, a inflação apresenta sinais de alívio, com deflação em alimentos e estabilidade nos bens industrializados. A XP projeta a inflação medida pelo IPCA em 4,8% para 2025 e 4,5% para 2026. No entanto, a inflação de serviços, especialmente os que demandam mais mão de obra, voltou a subir, refletindo um mercado de trabalho aquecido.

O relatório também menciona a expectativa de que o governo cumpra a meta de resultado primário neste ano, embora pressões sobre despesas possam exigir bloqueios adicionais. Para o próximo ano, a meta é considerada possível, mas com riscos elevados de expansão dos gastos.

Política Monetária e Câmbio

A política monetária deve continuar restritiva, com a taxa Selic mantida por um período prolongado. A XP prevê cortes graduais a partir de janeiro do próximo ano, com a Selic atingindo 12% até o final do ciclo. As estimativas para o câmbio permanecem em R$ 5,50 para o dólar em 2025 e R$ 5,70 em 2026.

Além disso, as eleições de 2026 são vistas como um fator crucial para as projeções econômicas e a confiança do mercado, especialmente em relação às reformas fiscais. Os analistas alertam que os mercados estarão atentos a pesquisas e eventos eleitorais, mesmo com o pleito ainda distante.

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