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“Angulo revela novas estratégias em sua carteira de FIIs com tijolos baratos”

Sidney Angulo altera sua carteira para quase 100% em fundos de tijolo e critica a comparação com o CDI, propondo índices separados para cada tipo de fundo

Sidney Angulo participa do evento Liga de FIIs (Foto: Reprodução)
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  • Sidney Angulo, sócio do E-Business Park, anunciou mudanças em sua carteira de investimentos durante o programa Liga de FIIs, do InfoMoney.
  • Ele ajustou sua alocação para quase 100% em fundos de tijolo, abandonando a posição em fundos de papel.
  • Angulo justificou a decisão afirmando que “papel você pode comprar a qualquer momento, mas tijolo barato é oportunidade rara”.
  • O empresário criticou a comparação entre fundos imobiliários e o CDI, destacando que essa relação é distorcida em períodos de alta de juros.
  • Ele sugeriu a criação de índices separados para fundos de tijolo e de papel, para facilitar a análise dos investidores.

O empresário Sidney Angulo, sócio do E-Business Park, anunciou mudanças significativas em sua carteira de investimentos durante o programa Liga de FIIs, do InfoMoney. Com uma vasta experiência no setor imobiliário, Angulo revelou que, após ajustar sua alocação, agora possui quase 100% de sua carteira em fundos de tijolo. Essa decisão foi motivada pelas recentes oscilações do mercado e pela percepção de oportunidades em imóveis listados.

Antes, sua carteira era composta por 70% em fundos de tijolo e 30% em fundos de papel, incluindo debêntures. No entanto, ele decidiu zerar sua posição em fundos de papel, afirmando que “papel você pode comprar a qualquer momento, mas tijolo barato é oportunidade rara”. Atualmente, Angulo mantém cerca de 20% em fundos de papel, priorizando aqueles com garantias reais, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

Críticas ao IFIX

Angulo também criticou a comparação entre fundos imobiliários e o CDI, destacando que essa relação é distorcida, especialmente em períodos de alta de juros. Ele argumentou que a volatilidade dos preços dos imóveis não deve ser analisada apenas em função da taxa de juros. “O prédio é um ativo financeiro, mas também segue ciclos mais longos, de 7 a 20 anos”, afirmou.

Além disso, o empresário apontou que o IFIX, índice que mistura fundos de tijolo e de papel, prejudica a compreensão do investidor. Para ele, a criação de índices separados para cada tipo de fundo ajudaria na análise e na tomada de decisões. Angulo concluiu que sua carteira principal deve ser composta por imóveis, enquanto outros ativos, como debêntures atreladas ao CDI e criptomoedas, são considerados complementares.

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