- A BlackRock está aumentando o investimento em mercados emergentes, focando na transição para uma economia de baixo carbono.
- Durante a Semana Verde de Hong Kong, a chefe de soluções sustentáveis da BlackRock para a região da Ásia-Pacífico, Emily Woodland, mencionou que a percepção de risco dificulta a alocação de capital.
- Apenas 11% dos gastos com infraestrutura nos últimos cinco anos foram direcionados a mercados emergentes, incluindo a Ásia.
- A empresa está desenvolvendo novos fundos de financiamento misto, combinando recursos públicos e privados, e já levantou US$ 510 milhões em parceria com a Autoridade Monetária de Singapura.
- Apesar dos esforços, a maior parte do capital para transição energética ainda vai para mercados desenvolvidos, devido à baixa tolerância ao risco dos investidores em mercados emergentes.
A BlackRock está intensificando seus esforços para atrair investimentos em mercados emergentes, especialmente em relação à transição para uma economia de baixo carbono. Durante a Semana Verde de Hong Kong, a chefe de soluções sustentáveis da empresa para a região da APAC, Emily Woodland, destacou que a percepção de risco tem dificultado a alocação de capital nessas áreas. Apenas 11% dos gastos com infraestrutura nos últimos cinco anos foram direcionados a mercados emergentes, incluindo a Ásia.
Woodland observou que os investidores têm receios relacionados à conversibilidade da moeda e ao risco soberano, o que tem levado a uma concentração de financiamento em mercados desenvolvidos. A cúpula do clima COP30, que ocorrerá em novembro no Brasil, deve abordar essas questões, com líderes e executivos discutindo formas de direcionar capital para regiões que mais necessitam.
Financiamento Misto como Solução
Para mitigar esses desafios, a BlackRock está desenvolvendo novos fundos de financiamento misto, que combinam recursos públicos e privados. Recentemente, a Autoridade Monetária de Singapura anunciou uma parceria que levantou US$ 510 milhões em capital comprometido por instituições globais e regionais. Woodland destacou que modelos como swaps de dívida têm mostrado viabilidade, permitindo que investidores ajudem países em desenvolvimento a refinanciar suas dívidas, com foco em objetivos ambientais.
A empresa busca criar um perfil de risco-retorno que seja atraente para os investidores, alinhando-se às suas alocações existentes. Woodland enfatizou que é crucial apresentar esses investimentos de forma que não pareçam excessivamente nichados ou complexos, facilitando a aceitação por parte dos clientes.
Desafios e Oportunidades
Apesar dos avanços, a maior parte do capital para transição energética ainda flui para mercados desenvolvidos. Woodland afirmou que a tolerância ao risco dos investidores tradicionais não está suficientemente desenvolvida para permitir alocações em larga escala em mercados emergentes. A BlackRock está, portanto, atenta às estruturas de risco que podem ser mais aceitas pelos investidores, enquanto continua a desenvolver seus fundos de financiamento misto, aprendendo com as experiências anteriores.
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