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Brasil se destaca como potencial líder na exportação de créditos de carbono

Brasil pode se tornar líder no mercado de carbono, com potencial para gerar 370 milhões de toneladas de créditos até 2030.

O mercado de carbono é uma ferramenta para financiar ações e projetos verdes, visando a redução de emissões de gases de efeito estufa (Foto: Reprodução)
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  • O Brasil pode gerar até 370 milhões de toneladas de créditos de carbono até 2030, segundo estudo da PwC.
  • A demanda interna varia entre 17 e 72 milhões de toneladas, o que permite ao país se tornar um grande exportador global.
  • A regulamentação do mercado de carbono foi aprovada na COP29, e o Senado brasileiro criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que começará a ser implementado em 2030.
  • O impacto econômico dos desastres climáticos é significativo, com perdas globais superiores a US$ 2 trilhões.
  • O Brasil possui eletricidade mais barata que a China e pode adicionar até R$ 1 trilhão ao PIB e gerar 3 milhões de empregos até 2030 com rotas industriais de baixo carbono.

O Brasil está se posicionando para se tornar um líder no mercado de carbono, com potencial para gerar 370 milhões de toneladas de créditos de carbono até 2030. Essa estimativa, divulgada em um estudo da PwC, supera a demanda interna, que varia entre 17 e 72 milhões de toneladas. O país pode se tornar um grande exportador global, especialmente após a regulamentação do mercado de carbono na COP29.

Daniel Martins, sócio líder do setor de Energia da PwC Brasil, destaca que o Brasil tem “a faca e o queijo na mão” para se tornar um hub de descarbonização global. O especialista enfatiza a importância de priorizar essa pauta na COP30, que ocorrerá em Belém do Pará. A regulamentação do mercado de carbono foi um marco na COP29, onde diretrizes do artigo 6 foram aprovadas. No Brasil, o Senado também aprovou a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que será implementado em fases a partir de 2030.

O estudo da PwC revela que o impacto econômico e social dos desastres climáticos é alarmante, com perdas globais superiores a US$ 2 trilhões devido a eventos extremos. O custo social do carbono é quase 20 vezes maior do que os valores praticados nos mercados. A intensidade de carbono da geração elétrica brasileira é de 0,10 tCO2e/MWh, muito inferior à de países como China e Índia, que superam 0,5 tCO2e/MWh.

A PwC também aponta que o Brasil possui uma vantagem competitiva no setor de energia, com eletricidade mais barata em comparação à China. A transição energética exigirá investimentos significativos, estimados em US$ 4 trilhões até 2025 e entre US$ 7,2 trilhões e US$ 8,9 trilhões anuais entre 2030 e 2050. Além disso, 30 rotas industriais ligadas à economia de baixo carbono podem adicionar até R$ 1 trilhão ao PIB e gerar 3 milhões de empregos até 2030.

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