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Hotel que aumentou diárias em 80 vezes na COP30 não conseguiu fechar nenhuma reserva

A COP30 enfrenta crise de hospedagem em Belém, com tarifas exorbitantes e apenas 68 países confirmando reservas até agora

Fachada do Hotel COP30, localizado no centro de Belém, Pará, com zero reservas a dois meses da conferência climática da ONU (Foto: Reprodução)
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  • A COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, ocorrerá em Belém entre 10 e 21 de novembro, com expectativa de 50 mil participantes.
  • O evento, promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem como foco a Amazônia e suas questões climáticas.
  • O Hotel COP30, que aumentou suas tarifas em até 80 vezes, ainda não registrou reservas, mesmo após redução dos preços para R$ 1.910.
  • Apenas 68 dos 198 países participantes confirmaram hospedagem, gerando preocupação entre organizadores e delegações.
  • O governo do Pará disponibilizou dois navios com 6.000 leitos para acomodar os participantes, mas muitos proprietários estão inflacionando os preços das acomodações.

A COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, ocorrerá em Belém entre 10 e 21 de novembro e deve atrair cerca de 50 mil participantes. O evento, idealizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa destacar a importância da Amazônia no combate ao aquecimento global. No entanto, a cidade enfrenta um desafio significativo em relação à hospedagem.

O Hotel COP30, anteriormente conhecido como “Hotel Nota 10”, aumentou suas tarifas em até 80 vezes, passando de R$ 70 para R$ 5.670 por diária. Apesar de uma redução recente para R$ 1.910, o hotel ainda não registrou reservas. O gerente, Alcides Moura, reconhece que os preços estão desordenados e que a situação não é sustentável. A falta de acomodações acessíveis preocupa organizadores e delegações, especialmente para aqueles com orçamentos limitados.

Até o momento, apenas 68 dos 198 países participantes confirmaram suas reservas. Marcio Astrini, do Observatório do Clima, destaca que essa situação é inédita, com a maioria dos países ainda sem hospedagem a poucos meses do evento. A ONU chegou a solicitar ao Brasil que subsidiasse os aluguéis, mas o governo se recusou.

Desafios de Acomodação

Para tentar mitigar a crise de acomodação, o governo do Pará anunciou a disponibilização de dois navios com 6.000 leitos, localizados a 20 quilômetros do centro do evento. A expectativa é que 60% dos participantes se hospedem em propriedades particulares, mas muitos proprietários estão inflacionando os preços. Ronaldo França, um aposentado que aluga sua casa, critica a falta de controle governamental sobre os aluguéis, que estão fora da realidade.

A infraestrutura de Belém recebeu mais de R$ 4 bilhões em investimentos para o evento, mas a cidade ainda enfrenta desafios significativos para atender à demanda de hospedagem. O governador Helder Barbalho assegura que a oferta de acomodações está garantida, mas admite a necessidade de combater abusos nos preços. A situação levanta preocupações sobre a acessibilidade do evento e a participação de grupos essenciais para o debate climático.

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