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MNAC afirma que não pode devolver pinturas de Sijena devido à fragilidade delas

MNAC contesta devolução de pinturas românicas, alegando fragilidade e necessidade de avaliação de riscos antes do transporte

Visitante observa as pinturas românicas de Sijena na sala do MNAC (Foto: Reprodução)
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  • O Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC) apresentou documentos no dia 2 de outubro de 2023, no Juzgado de Primera Instancia número 2 de Huesca, para contestar a devolução de pinturas românicas do mosteiro de Santa Maria de Sijena.
  • As obras foram removidas em 1936 e estão em disputa judicial após decisão do Tribunal Supremo que determinou seu retorno.
  • A direção do MNAC argumenta que as pinturas são frágeis e que um estudo de riscos é necessário antes de qualquer movimentação.
  • Avaliações de especialistas, incluindo a presidente do Comitê Científico Internacional de Pintura Mural, Simona Sajeva, indicam que as obras estão em deterioração progressiva.
  • O MNAC defende que o transporte deve ser cuidadosamente planejado, com um cronograma que pode levar até 15 meses, enquanto a administração aragonesa pressiona por uma devolução mais rápida.

O Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC) apresentou documentos no dia 2 de outubro de 2023, no Juzgado de Primera Instancia número 2 de Huesca, para contestar a devolução de pinturas românicas do mosteiro de Santa Maria de Sijena. As obras, removidas em 1936, estão sob disputa judicial após decisão do Tribunal Supremo que determinou seu retorno.

A direção do MNAC argumenta que as pinturas são extremamente frágeis e que um estudo de riscos é necessário antes de qualquer movimentação. O museu reconhece a necessidade de cumprir a sentença, mas afirma não saber como proceder sem comprometer a integridade das obras. Documentos apresentados incluem avaliações de especialistas, como Simona Sajeva, presidente do Comitê Científico Internacional de Pintura Mural, que alertam sobre o estado crítico das pinturas.

O relatório de Sajeva destaca que, apesar das condições ambientais controladas no MNAC, as obras estão em deterioração progressiva. O Centro Internacional de Estudos de Conservação e Restauración de Bienes Culturais (Iccrom) também enviou uma técnica para avaliar a situação, recomendando uma análise de riscos que considere tanto a preservação material quanto os valores patrimoniais das obras.

O MNAC está dividido entre acatar a decisão judicial e proteger as pinturas, que são consideradas Bem de Interesse Cultural. A administração aragonesa pressionou para acelerar a devolução, mas o MNAC defende que o transporte das obras deve ser cuidadosamente planejado, com um cronograma que pode levar até 15 meses. A situação gerou tensões, incluindo protestos e críticas à empresa contratada pelo governo para avaliar as pinturas.

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