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Morgan desiste de aquisição de ativos na Argentina em meio a desafios econômicos

Morgan Stanley encerra recomendação de compra para ativos argentinos após eleições, prevendo incertezas e política monetária mais restritiva até outubro

Bandeira da Argentina com fundo azul e branco (Foto: Reprodução)
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  • O Morgan Stanley encerrou a recomendação de compra para ativos argentinos após o resultado adverso de Javier Milei nas eleições.
  • O banco de investimentos prevê uma política monetária mais restritiva e uma possível desvalorização do peso argentino.
  • A incerteza no mercado impactou negativamente o índice Merval, que caiu mais de 10% e o peso desvalorizou-se em 7%.
  • O banco acredita que as autoridades tentarão manter a estabilidade cambial, com o peso se aproximando do teto da banda cambial.
  • A situação econômica deve permanecer desafiadora até as eleições de meio de mandato, marcadas para 26 de outubro.

O resultado adverso de Javier Milei nas eleições recentes levou o Morgan Stanley a encerrar sua recomendação de compra para ativos argentinos, que havia sido iniciada apenas uma semana antes. O banco de investimentos indicou que a diminuição do apoio ao governo sugere um aumento da oposição às políticas monetárias, especialmente na Província de Buenos Aires.

A expectativa é de uma política monetária mais restritiva até as eleições de meio de mandato, marcadas para 26 de outubro. O Morgan Stanley observou que a incerteza no mercado se mantém, o que impactou negativamente o índice Merval, que caiu mais de 10% nesta segunda-feira (8), enquanto o peso argentino desvalorizou-se em 7%.

Os analistas do banco acreditam que as autoridades buscarão defender a estabilidade cambial, uma vez que um enfraquecimento significativo do peso poderia reduzir ainda mais o apoio ao governo. A previsão é que o peso se aproxime do teto da banda cambial, mesmo com as altas taxas de juros. O banco central deve honrar o acordo com o FMI, que inclui a venda de dólares americanos, e o Tesouro pode intervir se necessário.

O cenário atual é desafiador, com a possibilidade de um cenário de baixa, onde o mercado questiona a continuidade das reformas e a incerteza sobre futuras fontes de financiamento externo aumenta. A situação é comparável às eleições no Equador, onde o desempenho inicial abaixo do esperado resultou em um mercado fraco até a confirmação de um cenário reformista. A incerteza deve persistir até as eleições de outubro na Argentina.

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