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A Armory Show revitaliza mercado de arte em Nova York após verão de incertezas

Galerias da The Armory Show reportam vendas expressivas e destacam obras inovadoras em meio à recuperação do mercado de arte em Nova York

A Armory Show durante a prévia VIP na quinta-feira (4 de setembro) (Foto: Reprodução)
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  • A The Armory Show, maior feira de arte de Nova York, ocorreu em setembro de 2023, com vendas sólidas durante a prévia VIP.
  • Mais de 20 galerias retornaram ao evento, incluindo a White Cube, que não participava desde mil novecentos e noventa e quatro.
  • A diretora da feira, Kyla McMillan, destacou a importância do evento para as galerias locais, apesar da ausência de algumas renomadas.
  • Expositores apresentaram obras experimentais, com vendas representando 31% do total, uma queda em relação a 42% em 2019.
  • A feira, que se estende até sete de setembro, continua atraindo colecionadores e entusiastas da arte.

Os expositores da The Armory Show deste ano relataram vendas sólidas durante a prévia VIP, realizada em 4 de setembro, sinalizando um possível renascimento para o mercado de arte em Nova York, que enfrentou um verão marcado por fechamentos de galerias. A feira, que é a maior da cidade, celebrou o retorno de mais de 20 galerias, incluindo a White Cube, que não participava desde 1994.

A diretora da feira, Kyla McMillan, destacou a importância do evento estar enraizado em Nova York e expressou entusiasmo pelo fortalecimento das galerias locais. Apesar da presença de galerias renomadas, algumas, como Cristin Tierney e Jeffrey Deitch, não retornaram, refletindo um mercado ainda cauteloso. McMillan acredita que os desafios recentes promoveram uma comunicação mais transparente entre galeristas e a feira.

Vendas e Inovações

Os expositores foram elogiados por apresentarem obras experimentais, mesmo em um cenário de vendas que ainda não atingiu os níveis pré-Covid. A Art Market Report de 2024 indicou que as vendas em eventos ao vivo representaram 31% das vendas dos galeristas, uma queda em relação a 42% em 2019. A galeria 56 Henry destacou-se ao vender uma instalação de Nikita Gale por 60 mil dólares antes da prévia VIP, demonstrando que a inovação pode ser recompensadora.

A Swivel Gallery também teve sucesso, vendendo cinco esculturas cerâmicas do artista mexicano Alejandro García Contreras rapidamente, com preços variando entre 20 mil e 11 mil dólares. O fundador da galeria, Graham Wilson, comentou sobre a natureza cíclica do mercado de arte, onde fechamentos de galerias são parte do processo.

Expectativas e Tendências

A Dimin Gallery optou por focar na feira em vez de abrir uma nova exposição, resultando na venda de cinco obras de Emily Coan, com preços entre 8.500 e 40 mil dólares. O fundador, Robert Dimin, enfatizou a importância de colecionar arte por amor, não apenas como um investimento.

Durante a prévia VIP, o negociante Marc Straus vendeu três pinturas de Antonio Santín por valores que variaram de 30 mil a mais de 500 mil dólares. A Galleria Lorcan O’Neill liderou as vendas de alto valor, incluindo uma pintura de Tracey Emin por até 1 milhão de dólares. A feira, que se estende até 7 de setembro, promete continuar atraindo colecionadores e entusiastas da arte, mesmo em tempos desafiadores.

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