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Banco Central reprova compra do Master pelo BRB após investigação da Reag

Banco Central do Brasil rejeita compra do Banco Master pelo Banco de Brasília devido a riscos financeiros e investigações de lavagem de dinheiro

Sede do Banco Master em São Paulo, com a informação de que o Banco Central rejeitou a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (Foto: Reprodução)
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  • O Banco Central do Brasil rejeitou a proposta do Banco de Brasília para adquirir 58,04% do capital social do Banco Master.
  • A decisão foi comunicada em reunião entre diretores do Banco Central e o presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.
  • Os principais motivos incluem riscos de sucessão e problemas de liquidez do Banco Master, que possui ativos de baixa qualidade.
  • O Banco Master enfrenta dificuldades financeiras e está associado a investigações de lavagem de dinheiro envolvendo empresas parceiras.
  • O Banco de Brasília busca novas negociações e o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir a situação.

O Banco Central do Brasil (BC) rejeitou a proposta do Banco de Brasília (BRB) para adquirir 58,04% do capital social do Banco Master, citando riscos de sucessão e problemas de liquidez do banco. A decisão foi comunicada em reunião entre diretores do BC e o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na última terça-feira.

Entre os principais motivos para a recusa, o BC destacou a possibilidade de o BRB ser responsabilizado por ativos do Master que não seriam adquiridos. O Banco Master enfrenta dificuldades de liquidez, resultado de uma estratégia de captação de recursos via CDB com retornos acima da média, enquanto possui ativos de baixa liquidez, como precatórios e participações em empresas em crise.

Motivos da Rejeição

A rejeição também está ligada a investigações de lavagem de dinheiro que envolvem empresas associadas ao Master. O BC ficou preocupado com a associação do banco a entidades sob investigação, como a Reag Investimentos e a Trustee, que forneciam serviços de gestão de recursos. Embora o Master e seus executivos não tenham sido acusados de irregularidades, a conexão com essas empresas aumentou a inquietação dos reguladores.

O veto do BC impactou diretamente as ações do BRB, que chegaram a cair 17% no dia seguinte à divulgação da decisão. O BRB, que ainda mantém interesse na compra de ativos do Master, afirmou que não recebeu o documento com as justificativas formais do BC e que só poderá avaliar uma nova proposta após a apresentação completa do processo.

Próximos Passos

Apesar da rejeição, a direção do BRB acredita que ainda há espaço para avançar nas negociações em um novo formato. O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, se reuniu com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para discutir a situação do banco. Vorcaro apresentará um novo plano para o Master na próxima reunião.

Os reguladores já estavam incomodados com o comportamento pessoal de Vorcaro, que viajou para o balneário francês de Saint-Tropez em julho, o que foi considerado inconsistente com suas funções em um momento de dificuldades financeiras. O BC, por sua vez, reafirmou a importância da autonomia da instituição e declarou que o caso do Master não representa riscos para o sistema financeiro brasileiro.

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