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Bolsas globais flutuam com renúncia no Japão e fusão da Anglo American

Mercados internacionais reagem a renúncia no Japão e fusão no setor de mineração, com Nasdaq em alta e incertezas na Europa e Ásia

Ações da Anglo American sobem mais de 7% em Londres após anúncio de fusão com a Teck (Foto: Reprodução)
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  • As bolsas internacionais apresentaram um cenário misto em nove de setembro, influenciadas por eventos políticos e corporativos.
  • O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, renunciou, afetando o mercado japonês, enquanto a fusão da mineradora Anglo American com a Teck Resources, avaliada em US$ 50 bilhões, trouxe otimismo ao setor.
  • Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq atingiu um novo recorde, subindo 0,45%, impulsionado por ações de tecnologia. O S&P 500 e o Dow Jones também fecharam em alta, com ganhos de 0,21% e 0,25%, respectivamente.
  • Na Ásia, o Nikkei 225 caiu 0,41%, enquanto o Hang Seng subiu 1,07%. O CSI 300 da China recuou 0,70%, e o Kospi da Coreia do Sul avançou 1,26%.
  • Na Europa, a fusão da Anglo American e Teck gerou alta nas ações, com o Stoxx 600 operando estável. O banco italiano Monte dei Paschi di Siena viu suas ações subirem 4,1% após garantir 62% da oferta pelo banco de investimento Mediobanca.

As bolsas internacionais apresentaram um cenário misto nesta terça-feira, 9 de setembro, influenciadas por eventos políticos e corporativos. A renúncia do primeiro-ministro japonês Shigeru Ishiba impactou o mercado japonês, enquanto a fusão da mineradora Anglo American com a canadense Teck Resources, avaliada em US$ 50 bilhões, trouxe otimismo ao setor.

Nos Estados Unidos, o Nasdaq atingiu um novo recorde, subindo 0,45%, impulsionado por ações de tecnologia como Broadcom, Nvidia, Amazon e Microsoft. O mercado aguarda dados de inflação que podem influenciar as decisões do Federal Reserve sobre juros. O S&P 500 e o Dow Jones também fecharam em alta, com ganhos de 0,21% e 0,25%, respectivamente.

Impactos na Ásia

Na Ásia, os mercados tiveram desempenho misto. O Nikkei 225 do Japão caiu 0,41%, enquanto o Topix recuou 0,51% após tocarem máximas históricas. A renúncia de Ishiba gerou incertezas, mas analistas acreditam que a nova liderança pode trazer estímulos fiscais. O iene se valorizou 0,2% em relação ao dólar, cotado a 147,22 ienes por US$ 1.

Na China, o CSI 300 caiu 0,70%, enquanto o Hang Seng de Hong Kong subiu 1,07%, atingindo seu maior nível desde 2021. O Kospi da Coreia do Sul avançou 1,26%, refletindo um bom desempenho no setor de tecnologia. Em contraste, o S&P/ASX 200 da Austrália caiu 0,52%.

Cenário Europeu

Na Europa, os índices abriram de forma mista. O Stoxx 600 operava estável, com o CAC 40 francês subindo 0,11% e o FTSE 100 britânico avançando 0,18%, enquanto o DAX alemão caía 0,52%. A fusão da Anglo American e Teck gerou uma alta de mais de 7% nas ações da Anglo em Londres e um aumento de quase 22% nos papéis da Teck em Frankfurt.

Além disso, o banco italiano Monte dei Paschi di Siena viu suas ações subirem 4,1% após garantir 62% da oferta pelo banco de investimento Mediobanca. A farmacêutica suíça Novartis recuou 0,6% após anunciar a compra da americana Tourmaline Bio por US$ 1,4 bilhão, com os papéis da adquirida disparando 56% no pré-mercado em Nova York.

Os investidores continuam atentos à crise política na França, onde o presidente Emmanuel Macron busca um novo premiê após a destituição de François Bayrou, que perdeu um voto de confiança no Parlamento.

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