- A produção de vinho na França para 2025 está estimada em 37,4 milhões de hectolitres, abaixo da previsão anterior de 40 milhões.
- O Ministério da Agricultura atribui a redução a condições climáticas adversas, como calor intenso e seca em agosto.
- A Bourgogne deve ter um aumento de 45% na produção, enquanto a Alsace enfrenta uma queda de 11%.
- O Languedoc-Roussillon também verá uma redução de 5% nas colheitas, devido à seca e incêndios florestais.
- Desde o último ano, mais de 20 mil hectares de vinhedos foram desmatados em regiões como Bordeaux e Languedoc-Roussillon.
A produção de vinho na França para 2025 está estimada em 37,4 milhões de hectolitres, uma redução em relação à previsão anterior de 40 milhões. O Ministério da Agricultura anunciou que as condições climáticas adversas, como calor intenso e seca em agosto, impactaram negativamente a colheita.
As variações regionais são significativas. Enquanto a Bourgogne deve registrar um aumento de 45% na produção em relação a 2024, a Alsace enfrenta uma queda de 11%. O Languedoc-Roussillon também deve ver uma redução de 5% nas colheitas, refletindo os desafios enfrentados por viticultores devido à seca e incêndios florestais.
Desafios Climáticos
O cenário atual é preocupante, especialmente após colheitas já afetadas por chuvas excessivas e geadas tardias nos últimos anos. Em 2022, a produção caiu para 36,25 milhões de hectolitres, um dos níveis mais baixos da década. A combinação de seca e calor levanta questões sobre a sustentabilidade da viticultura na França.
As colheitas, tradicionalmente realizadas em setembro, foram antecipadas em várias regiões. O Château Troplong Mondot, em St-Emilion, iniciou a colheita em 28 de agosto, a mais precoce de sua história. A Champagne também começou a colheita antes da média dos últimos dez anos, com vinhedos em boas condições.
Impactos na Produção
Além das condições climáticas, a redução de áreas cultivadas também afeta a produção. Desde o último ano, mais de 20 mil hectares de vinhedos foram desmatados em regiões como Bordeaux e Languedoc-Roussillon. O relatório do Ministério da Agricultura destaca que essa tendência pode continuar, exigindo adaptações no manejo das vinhas para garantir a qualidade do vinho francês no futuro.
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