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Empresas devem considerar deflação ao fazer negócios na China

Hotéis em Beijing reduzem preços para atrair consumidores em meio à deflação, enquanto demanda por bens de luxo de segunda mão cresce

Mulher anda de patinete elétrico em frente ao Beiyuan Grand Hotel, em Pequim, China (Foto: Reprodução)
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  • Empresas chinesas enfrentam deflação e incerteza do consumidor, em contraste com a inflação nos Estados Unidos.
  • Hotéis em Beijing, como o Beiyuan Grand, estão vendendo alimentos a preços reduzidos para atrair clientes.
  • O famoso pombo frito, que custava 8 dólares, agora é vendido por 5,30 dólares, aumentando as vendas de 60-70 para 200 unidades por dia.
  • A competição entre empresas de entrega e comércio eletrônico, como Meituan, Alibaba e JD.com, resulta em uma guerra de preços, pressionando ainda mais os valores.
  • A demanda por produtos de luxo de segunda mão cresce, com lojas como a Zhuanzhuan se adaptando ao novo comportamento dos consumidores.

As empresas chinesas enfrentam um cenário econômico desafiador, marcado pela deflação e incerteza do consumidor, em contraste com a inflação que afeta os EUA. Hotéis em Beijing, como o Beiyuan Grand, estão se adaptando a essa realidade ao oferecer alimentos a preços reduzidos. A demanda por produtos de luxo de segunda mão também está em ascensão, refletindo mudanças nos hábitos de consumo.

O Beiyuan Grand, por exemplo, começou a vender pratos na calçada, como o famoso pombo frito, que antes custava 8 dólares e agora é vendido por 5,30 dólares. O chef Wang, responsável pela iguaria, observa que as vendas aumentaram de 60-70 para 200 unidades por dia. Essa estratégia visa atrair consumidores que estão cada vez mais cautelosos com seus gastos.

A pressão sobre os preços na China é exacerbada pela excesso de capacidade em setores como veículos elétricos e serviços de entrega de alimentos. A competição acirrada entre empresas como Meituan, Alibaba e JD.com tem levado a uma guerra de preços, com descontos agressivos que reduzem ainda mais os valores. O governo chinês, preocupado com a possibilidade de a deflação se tornar um problema crônico, já começou a implementar novas regulamentações para controlar os preços.

Os dados mais recentes sobre o índice de preços ao consumidor e o índice de preços ao produtor devem ser divulgados em breve. A Goldman Sachs prevê que a inflação dos preços no atacado permaneça “profundamente negativa”, com uma queda de 2,9% em relação ao ano anterior. O índice de preços ao consumidor deve apresentar uma leve queda de 0,2%.

Além disso, o mercado de bens de luxo de segunda mão está em expansão. A loja online Zhuanzhuan abriu uma loja física em Beijing, atendendo à crescente demanda por produtos vintage. Para consumidores como Hao Wenli, que antes evitavam comprar itens usados, a mudança de mentalidade é clara: “É um momento difícil para ganhar dinheiro, então por que não economizar?”

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