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Reag apresenta novos controladores para fortalecer sua estratégia empresarial

Reag Investimentos vende controle para executivos em meio a investigações da Polícia Federal e desafios regulatórios significativos

Sócios e executivos da Reag participam da cerimônia de abertura simbólica do pregão da B3 com o toque de sirene na sede da bolsa em São Paulo (Foto: Reprodução)
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  • A Reag Investimentos anunciou a venda do controle da empresa para seus principais executivos por R$ 100 milhões.
  • A transação foi divulgada no dia 7 de setembro e ocorre em um contexto delicado, devido à citação da empresa na Operação Carbono Oculto da Polícia Federal.
  • O acordo prevê a transferência de 87,38% do capital social para a Arandu Partners Holding S.A., controlada pelos executivos Dario Graziato Tanure, Felipe Oppenheimer Pitanga Borges e Rubens Elias Zogbi Filho.
  • A operação inclui uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para acionistas minoritários, visando proteger a integridade da empresa.
  • A Reag enfrenta desafios regulatórios, com questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e mudanças internas na gestão.

A Reag Investimentos (REAG3) anunciou a venda do controle da empresa para seus principais executivos por R$ 100 milhões. A transação, divulgada no domingo (7), ocorre em um contexto delicado, já que a gestora foi citada na Operação Carbono Oculto da Polícia Federal, investigada por suspeitas de ocultação de patrimônio relacionado ao PCC.

A operação prevê que as acionistas controladoras, Reag Asset Management Ltda. e Reag Alpha Fundo de Investimento Financeiro em Ações, transfiram 87,38% do capital social para a Arandu Partners Holding S.A., controlada pelos executivos Dario Graziato Tanure, Felipe Oppenheimer Pitanga Borges e Rubens Elias Zogbi Filho. O acordo inclui um componente variável vinculado à receita operacional líquida da empresa pelos próximos cinco anos, demonstrando tanto a confiança dos compradores quanto a incerteza sobre a avaliação atual da Reag.

Além do valor fixo, a transação inclui uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para acionistas minoritários, conforme exigido pela legislação brasileira. Essa OPA pode representar um custo adicional significativo, dependendo da adesão dos minoritários. A Reag justificou a decisão como uma medida para proteger a integridade e a reputação da empresa, diante de especulações infundadas.

Desafios Regulatórios

A Reag enfrenta um ambiente regulatório desafiador, com a CVM questionando suas operações, especialmente após a movimentação de R$ 1,2 bilhão em CDBs do Banco Master em 2024. O Banco Central já rejeitou a aquisição de 49% das ações do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília), evidenciando as dificuldades enfrentadas pela Reag.

Mudanças internas também marcam o momento da empresa, com a renúncia de membros do conselho e a extinção do conselho consultivo da Reag Capital Holding. A aprovação da venda pelo conselho ocorreu com a abstenção de João Carlos Mansur e Dario Tanure, revelando potenciais conflitos de interesse.

Apesar das incertezas, a Reag continua a ser uma das principais gestoras de recursos do Brasil, administrando mais de 330 fundos e com um patrimônio total superior a R$ 225 bilhões em agosto de 2025. O crescimento da empresa foi notável, passando de R$ 25,3 bilhões em 2020 para R$ 340 bilhões em julho deste ano, um aumento de 1.250%.

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