- Starbucks implementa o modelo de atendimento Green Apron, liderado por Brian Niccol, ex-CEO da Chipotle, desde setembro de 2024.
- A iniciativa recebeu um investimento de 500 milhões de dólares e busca melhorar a conexão entre baristas e clientes.
- O modelo já está em cerca de 1.500 cafeterias nos Estados Unidos, com melhorias em tempos de serviço e volume de vendas.
- Apesar dos avanços, as margens operacionais da empresa caíram para 10,1%, uma redução de 6,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
- A CFO da Starbucks, Cathy Smith, acredita que os investimentos atuais impactam as margens no curto prazo, mas resultarão em melhorias a longo prazo.
Starbucks está implementando um novo modelo de atendimento, o Green Apron, sob a liderança de Brian Niccol, ex-CEO da Chipotle, que assumiu o cargo em setembro de 2024. Com um investimento de 500 milhões de dólares, a iniciativa visa melhorar a conexão entre baristas e clientes, aumentando a equipe nas lojas e introduzindo tecnologias para otimizar o tempo de atendimento.
Após um ano de sua gestão, Niccol destacou que a recuperação das margens de lucro e das vendas ainda é um desafio. O modelo Green Apron já foi introduzido em cerca de 1.500 cafeterias nos Estados Unidos, onde foram observados avanços em tempos de serviço e volume de vendas. Contudo, as margens operacionais da empresa têm enfrentado uma contração contínua, caindo por cinco trimestres consecutivos.
Em entrevista, Niccol afirmou que a oportunidade mais significativa está na implementação consistente do Green Apron. Apesar dos sinais de progresso, como um aumento nas vendas após o lançamento do cardápio de outono, a empresa ainda luta para atingir os níveis de lucratividade anteriores à pandemia. Em 2019, a margem operacional ajustada da Starbucks era de 17%, enquanto atualmente está em 10,1%, uma queda de 6,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
A CFO da Starbucks, Cathy Smith, mencionou que os investimentos necessários para a transformação estão impactando as margens no curto prazo, mas acredita que esses esforços resultarão em margens mais saudáveis a longo prazo. A empresa também está revisando sua estrutura de custos e eliminando formatos de lojas que não promovem a conexão humana, além de ajustar a produção em suas plantas de torrefação.
Embora o mercado esteja cauteloso, analistas como Lauren Silberman, do Deutsche Bank, afirmam que a Starbucks ainda é uma “história a ser mostrada”, aguardando evidências concretas de que o Green Apron pode realmente restaurar as margens prometidas. A expectativa é que, se a empresa conseguir atingir uma margem de 17% novamente, as ações se tornem mais atraentes para os investidores.
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