- Hakan Samuelsson retornou ao cargo de CEO da Volvo Car em abril de 2023 para enfrentar desafios na montadora.
- A empresa, que passou por um IPO em 2021, enfrenta vendas decepcionantes e uma queda de 60% nos lucros.
- A Volvo também lida com atrasos no lançamento do modelo elétrico EX90, resultando em altos custos e perdas de receita.
- Samuelsson destaca a necessidade de reduzir custos e melhorar vendas, com foco em marketing e desempenho.
- A montadora enfrenta riscos regulatórios nos Estados Unidos devido à sua propriedade chinesa e à concorrência de marcas como BYD e Xiaomi.
Hakan Samuelsson, ex-CEO da Volvo Car, retornou ao cargo em abril de 2023 para enfrentar desafios significativos na montadora. A empresa, que passou por um IPO em 2021, enfrenta vendas decepcionantes, atrasos no lançamento de modelos elétricos e uma queda de 60% nos lucros.
Samuelsson foi chamado pelo bilionário Li Shufu, proprietário da Geely, para revitalizar a marca sueca. Em entrevista à Bloomberg, ele destacou a importância de revitalizar a promessa de eletrificação feita aos investidores. A montadora registrou altos custos devido ao atraso do modelo elétrico EX90, resultando em perdas significativas de receita.
O executivo enfatizou que a prioridade inicial é reduzir custos e melhorar as vendas, com foco em marketing e desempenho. A estratégia de longo prazo inclui acelerar a eletrificação e retomar a liderança em desenvolvimento tecnológico. Samuelsson acredita que a Volvo pode se destacar ao criar uma arquitetura global para veículos elétricos.
A montadora também enfrenta riscos regulatórios nos Estados Unidos, onde há preocupações sobre sua propriedade chinesa. Samuelsson afirmou que a Volvo opera como uma empresa de capital aberto, com governança própria, e está confiante em demonstrar isso às autoridades.
O cenário competitivo é desafiador, com marcas chinesas como BYD e Xiaomi ganhando espaço no mercado global. Samuelsson reconhece que a eletrificação é o futuro, mas ressalta que a transição pode levar mais tempo, dependendo da infraestrutura de recarga e da demanda dos consumidores.
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