- Desde julho de 2020, o governo do México, liderado por Andrés Manuel López Obrador, delegou ao Exército e à Marinha a supervisão das aduanas para combater a corrupção e o contrabando de combustíveis.
- Recentemente, quatorze pessoas foram presas, incluindo seis marinhos, em uma operação que desmantelou uma rede de contrabando de combustível supostamente liderada pelo vicealmirante Manuel Roberto Farías Laguna.
- As prisões expuseram falhas na fiscalização das aduanas, com dados indicando que, desde a implementação da estratégia, foram apreendidos 46 milhões de litros de combustíveis.
- Especialistas estimam que, em 2024, cerca de 18 bilhões de litros de combustíveis ilegais entrarão no mercado mexicano, devido à corrupção e à insuficiência nas inspeções.
- A investigação começou após a análise de um navio cisterna em Tampico, que transportava diesel em vez de óleos lubrificantes, e as apreensões ocorreram em locais distantes das aduanas supervisionadas.
Desde julho de 2020, o governo do México, sob a liderança de Andrés Manuel López Obrador, confiou ao Exército e à Marinha a supervisão das aduanas, com o objetivo de combater a corrupção e o contrabando de combustíveis. Recentemente, 14 pessoas foram presas, incluindo seis marinhos, em uma operação que desmantelou uma rede de contrabando de combustível supostamente liderada pelo vicealmirante Manuel Roberto Farías Laguna.
As prisões revelam falhas significativas na fiscalização das aduanas. Dados da Agência Nacional de Aduanas indicam que, desde a implementação dessa estratégia, foram apreendidos 46 milhões de litros de combustíveis. Contudo, especialistas estimam que, em 2024, cerca de 18 bilhões de litros de combustíveis ilegais entraram no mercado mexicano. A corrupção nas aduanas e a insuficiência nas inspeções são apontadas como fatores que facilitam essa prática.
A investigação que levou às prisões começou após a análise de um navio cisterna que atracou em Tampico, onde foi descoberto que ele transportava diesel em vez de aceites lubrificantes. As apreensões ocorreram em locais como Altamira e Ensenada, longe das aduanas supervisionadas pelas forças armadas. A Secretaria de Marina também havia apreendido, em 2020, dois navios com 19,5 milhões de litros de combustível cada, mas esses números ainda são pequenos em comparação com a dimensão do contrabando.
O documento da consultoria Petro Intelligence destaca que o contrabando fiscal é responsável por 30% do total de combustíveis vendidos nas estações de serviço do país. As fraudes incluem a declaração de produtos diferentes, subnotificação de quantidades e uso de documentação falsa. A complexidade do mercado energético e a adaptação do crime organizado são fatores que perpetuam essa situação.
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