- O Bank of America prevê cortes nas taxas de juros no Brasil, Colômbia e México até 2026, contrariando a expectativa do mercado.
- O Banco Central do Brasil deve iniciar os cortes em dezembro de 2023, com uma redução de 50 pontos-base.
- A expectativa de flexibilização monetária é impulsionada por condições globais favoráveis, como um dólar fraco e inflação moderada.
- No Brasil, a inflação desacelerou, e a previsão para 2026 é de 4,32%, abaixo da estimativa anterior de 4,56%.
- No México, a taxa de referência deve cair de 7,75% para 6,50%, enquanto na Colômbia, a previsão é de 7,0% em 2026, abaixo da expectativa de 8,5% do mercado.
O Bank of America (BAC) prevê cortes significativos nas taxas de juros no Brasil, Colômbia e México até 2026, desafiando o consenso do mercado. O Banco Central do Brasil (BCB) deve iniciar os cortes em dezembro de 2023, com uma redução de 50 pontos-base, segundo os analistas do banco.
A expectativa de um ciclo de flexibilização monetária na América Latina é impulsionada por condições globais favoráveis, como um dólar fraco e inflação internacional moderada. O BAC acredita que a inflação não apresentará pressões significativas nos próximos trimestres, permitindo que os bancos centrais da região adotem políticas mais frouxas.
No Brasil, a inflação tem mostrado sinais de desaceleração, com a moeda valorizada e menores gastos públicos. O crescimento do PIB caiu de 4,0% para 2,2% nos últimos quatro trimestres. A previsão de inflação para 2026 é de 4,32%, abaixo dos 4,56% estimados anteriormente. Contudo, o BAC alerta que uma depreciação do real pode atrasar os cortes.
Projeções para Colômbia e México
No México, a taxa de referência deve cair de 7,75% para 6,50% até o final de 2026, sustentada por um crescimento fraco e inflação contida. O Banco de México (Banxico) pode realizar cortes em 2026, após manter a taxa inalterada devido à persistência da inflação básica.
A Colômbia apresenta uma divergência nas expectativas, com o BAC projetando uma taxa de 7,0% em 2026, enquanto o mercado espera 8,5%. O Banco de la República tem adotado uma postura mais restritiva, mas os analistas questionam a força da demanda interna, que pode não sustentar a inflação.
Os riscos permanecem, incluindo a possibilidade de um aumento nos gastos públicos e tensões geopolíticas que podem impactar a taxa de câmbio. O BAC enfatiza a necessidade de uma política monetária mais proativa, focando em fatores estruturais para garantir a estabilidade econômica na região.
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