- O número de lançamentos de imóveis sem vagas de garagem em São Paulo mais que dobrou em 2025, passando de 6.500 para 15,6 mil unidades nos primeiros sete meses do ano.
- Segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), 43% dos novos empreendimentos são nessa configuração, com destaque para o programa Minha Casa, Minha Vida, onde esse percentual chega a 78%.
- A revisão do Plano Diretor Estratégico, em vigor desde 2023, permitiu a construção de unidades de até 30 m² sem a exigência de vagas, ao contrário da versão anterior, que exigia uma vaga para apartamentos de até 200 m².
- Os imóveis compactos custam, em média, de R$ 10 mil a R$ 30 mil a menos por metro quadrado, mas a escolha por esses apartamentos está mais relacionada ao comportamento do consumidor.
- Os novos empreendimentos estão localizados em áreas próximas a eixos de transporte público, o que reduz a necessidade de vagas de garagem, embora moradores relatem aumento no trânsito devido ao uso de carros por aplicativos.
O número de lançamentos de imóveis sem vagas de garagem na cidade de São Paulo mais que dobrou em 2025, saltando de 6.500 para 15,6 mil unidades nos primeiros sete meses do ano. Segundo o Secovi-SP, 43% dos novos empreendimentos estão nessa configuração, com destaque para o programa Minha Casa, Minha Vida, onde esse percentual chega a 78%.
A revisão do Plano Diretor Estratégico, em vigor desde 2023, permitiu que unidades de até 30 m² fossem construídas sem a exigência de vagas, uma mudança significativa em relação à versão anterior, que exigia uma vaga para apartamentos de até 200 m². Apesar de os imóveis compactos custarem, em média, de R$ 10 mil a R$ 30 mil a menos por metro quadrado, a escolha por esses apartamentos está mais ligada ao comportamento do consumidor do que ao preço, segundo Ely Wertheim, CEO do Secovi-SP.
Localização e Comportamento do Consumidor
Os novos empreendimentos são predominantemente localizados em áreas próximas a eixos de transporte público, reduzindo a necessidade de vagas de garagem. Um exemplo é um condomínio na rua Frei Caneca, que oferece unidades de até 37 m² para aluguel de curta temporada. Moradores da região, no entanto, relatam que o aumento de prédios desse tipo tem contribuído para o trânsito intenso, especialmente devido ao uso de carros por aplicativos.
A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) defende que a revisão do plano visa desestimular o uso de automóveis, promovendo uma política que favorece o transporte público. Essa estratégia reflete uma tendência crescente no mercado imobiliário, que busca atender à demanda por moradias mais acessíveis e práticas em uma metrópole em constante transformação.
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