- Mulheres representam 29% dos empregados em empresas exportadoras e 34,4% nas importadoras que negociam com a China, segundo estudo do Centro Empresarial Brasil China (CEBC) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, divulgado em 10 de outubro de 2023.
- Em 2022, apenas 16,5% das exportadoras e 27,3% das importadoras tinham maioria feminina entre seus funcionários.
- Cerca de 2,5 milhões de mulheres trabalham nessas áreas, com maior presença nas importadoras (1,9 milhão) em comparação às exportadoras (608 mil).
- A desigualdade salarial é de 30%, com mulheres recebendo R$ 3.854,31 nas exportações e R$ 3.522,74 nas importações.
- O relatório destaca a necessidade urgente de políticas públicas e empresariais que promovam a equidade de gênero no comércio exterior.
Mulheres representam 29% dos empregados em empresas exportadoras e 34,4% nas importadoras que negociam com a China, conforme estudo do Centro Empresarial Brasil China (CEBC) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, divulgado em 10 de outubro de 2023. Em 2022, apenas 16,5% das exportadoras e 27,3% das importadoras tinham maioria feminina entre seus funcionários.
O estudo revela que cerca de 2,5 milhões de mulheres trabalham nessas áreas, com maior presença nas importadoras (1,9 milhão) em comparação às exportadoras (608 mil). O ano de 2022 marcou um pico na participação feminina nas exportações para a China, com um aumento de 5,1 pontos percentuais desde 2008. No entanto, a baixa representação feminina em cargos de liderança e a natureza das transações, que envolvem principalmente commodities, contribuem para essa desigualdade.
Desigualdade Salarial
A desigualdade salarial é alarmante, com mulheres recebendo 30% a menos que os homens. Em 2022, a remuneração média das mulheres nas exportações era de R$ 3.854,31, enquanto nas importações era de R$ 3.522,74. Esses números superam a média nacional, onde as mulheres ganham 20,9% a menos que os homens, segundo o Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego.
O CEBC aponta que as exportações, que envolvem setores mais qualificados, oferecem salários mais altos, enquanto as importações, que abrangem funções menos qualificadas, resultam em remunerações inferiores. Além disso, a representação feminina na estrutura societária das empresas é baixa, com 15,4% de sócias nas exportadoras e 21,2% nas importadoras.
Necessidade de Políticas de Equidade
Os dados indicam que, apesar de alguns avanços, a presença feminina no comércio sino-brasileiro permanece limitada. O relatório enfatiza a urgência de políticas públicas e empresariais que promovam a equidade de gênero. A China é o principal parceiro comercial do Brasil, respondendo por 28% das exportações e 24% das importações em 2024, evidenciando a importância de abordar essas desigualdades no contexto do comércio exterior.
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