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Preço do café recua para consumidores em agosto, segundo IBGE

Café no Brasil tem queda de preço em agosto, mas torrefadoras preveem aumentos de até 15% a partir de setembro devido a novas altas no mercado internacional

Foto: Reprodução
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  • O preço do café no Brasil caiu 2,17% em agosto, marcando o segundo mês consecutivo de redução, segundo o índice de inflação IPCA.
  • A queda é atribuída ao aumento da oferta do grão, que está na fase final da colheita.
  • Torrefadoras como 3corações e Melitta anunciaram aumentos de preços de até 15% a partir de setembro, devido à alta nas cotações do café verde em Nova York.
  • A nova taxa de 50% imposta ao café brasileiro para acesso ao mercado dos Estados Unidos elevou os preços na bolsa nova-iorquina.
  • No acumulado de 2025 até agosto, o preço do café ao consumidor subiu cerca de 38%, refletindo desafios climáticos enfrentados pelo setor.

O preço do café no Brasil apresentou uma queda de 2,17% em agosto, marcando o segundo mês consecutivo de redução, conforme dados do índice de inflação IPCA. Essa diminuição é atribuída ao aumento da oferta do grão, que está na fase final da colheita no país, segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.

Apesar do alívio momentâneo, o cenário pode mudar rapidamente. Torrefadoras como 3corações e Melitta já anunciaram aumentos de preços que podem chegar a 15% a partir de setembro. Essa decisão é impulsionada pela alta nas cotações do café verde em Nova York, que dispararam devido a preocupações com a escassez do produto no mercado norte-americano.

A situação se agrava com a nova taxa de 50% imposta ao café brasileiro para acesso ao mercado dos Estados Unidos, o que elevou os preços na bolsa nova-iorquina. A 3corações, joint venture entre a empresa brasileira São Miguel e o grupo israelense Strauss, planeja aumentar os preços do café torrado e moído em 10% e do café solúvel em 7%. Já a Melitta South America, um dos principais players do setor, anunciou um aumento de 15%.

No acumulado de 2025 até agosto, o preço do café ao consumidor ainda apresenta uma alta de cerca de 38%, refletindo os desafios enfrentados pelo setor, incluindo problemas climáticos que impactaram a oferta global no ano anterior. O futuro do preço do café permanece incerto, com os consumidores se preparando para novos reajustes.

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