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Bank of America rebaixa UPS e FedEx após fim da isenção de remessas de Trump

Bank of America rebaixa UPS e FedEx devido a novas tarifas sobre pacotes importados, impactando volumes e custos das empresas

Foto: Reprodução
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  • O Bank of America rebaixou as classificações das empresas de transporte UPS e FedEx.
  • O analista Ken Hoexter citou pressão sobre volumes e custos devido à eliminação da isenção de de minimis para envios de baixo valor.
  • A nova política, que começou na sexta-feira, impõe tarifas sobre pacotes importados de até 800 dólares, afetando 92% das remessas nos Estados Unidos.
  • As ações da UPS caíram 33,5% em 2023, enquanto a FedEx teve uma queda de 19,8%.
  • A UPS reportou uma redução de 34,8% nos volumes diários nas rotas EUA-China desde a revogação da isenção.

O Bank of America rebaixou as classificações das gigantes de transporte UPS e FedEx, após a eliminação da isenção de de minimis para envios de baixo valor. O analista Ken Hoexter ajustou a avaliação da UPS para “desempenho abaixo do esperado” e da FedEx para “neutro”, citando pressão sobre volumes e custos.

A nova política, que entrou em vigor na sexta-feira, impõe tarifas sobre pacotes importados avaliados em até 800 dólares, que antes eram isentos de impostos. Essa mudança afeta 92% de todas as remessas que chegam aos Estados Unidos, totalizando até quatro milhões de pacotes diariamente. Hoexter destacou que a UPS e a FedEx são responsáveis por uma parte significativa desse volume.

As ações da UPS caíram 33,5% em 2023, enquanto a FedEx registrou uma queda de 19,8%. O analista reduziu o preço-alvo da UPS em 8 dólares, para 83 dólares, e da FedEx em 5 dólares, para 240 dólares. Ele observou que a remoção da isenção de de minimis pode resultar em um desempenho fraco na temporada de pico de 2025, já que a demanda de e-commerce da China foi impulsionada por essa isenção.

Além disso, a UPS já sentiu os efeitos dessa mudança, reportando uma queda de 34,8% em volumes diários nas rotas EUA-China desde a revogação da isenção. As novas tarifas devem impactar ainda mais o desempenho das empresas de transporte, que são vistas como termômetros da economia americana.

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