- A Embraer anunciou a venda de 50 jatos E2 para a companhia aérea americana Avelo, totalizando US$ 4,4 bilhões.
- Este é o primeiro pedido do modelo E2 nos Estados Unidos.
- As ações da Embraer caíram após o anúncio, refletindo ceticismo sobre a capacidade financeira da Avelo.
- O BTG Pactual considerou a venda um bom cenário e manteve a recomendação de compra das ações da Embraer.
- A XP e o Safra indicaram que o anúncio não atendeu às expectativas do mercado, mencionando possíveis descontos significativos na venda.
A Embraer anunciou a venda de 50 jatos E2 para a companhia aérea americana Avelo, totalizando US$ 4,4 bilhões. O negócio, que marca a primeira encomenda do modelo E2 nos Estados Unidos, não teve a recepção esperada no mercado, resultando em uma queda nas ações da empresa.
O clima de expectativa criado pela Embraer antes do anúncio não se traduziu em otimismo. As ações da companhia fecharam em baixa no pregão de ontem, 10 de outubro. O BTG Pactual expressou surpresa com a reação negativa, considerando a venda um dos melhores cenários para a Embraer. O banco manteve sua recomendação de compra para as ações da empresa, apostando em uma tendência de alta.
Analistas do BTG apontam que o ceticismo dos investidores pode estar relacionado à Avelo, uma companhia low cost fundada em 2021. Apesar de ter operado mais de 62 mil voos, a incerteza sobre a capacidade financeira da Avelo para honrar o contrato pode ter influenciado a queda das ações. Além disso, a venda representa um desafio, já que a Embraer enfrenta tarifas de importação de 10% nos produtos vendidos aos Estados Unidos.
Expectativas do Mercado
A XP, por sua vez, acredita que o anúncio não atendeu às expectativas do mercado, que esperava isenções tarifárias ou investimentos na área de defesa. Embora o pedido da Avelo indique um momento positivo para a Embraer, a XP vê as ações já precificadas. O Safra sugere que a Embraer pode ter oferecido descontos significativos para fechar o pedido, estimando um abatimento médio de 65%.
O pedido representa 5,6% da carteira total de pedidos da Embraer e 12,6% da carteira de aviação comercial, sem contar a opção de compra de mais 50 aeronaves. O Citi reconhece a importância do pedido, destacando o potencial do modelo E2 no mercado americano.
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