- O governo dos Estados Unidos e o Japão assinaram um acordo comercial com tarifas de 15% sobre produtos japoneses.
- O Japão investirá $550 bilhões em projetos nos EUA, conforme anunciado pelo Secretário de Comércio, Howard Lutnick.
- Os lucros dos projetos serão divididos igualmente até a recuperação do investimento inicial; depois, os EUA ficarão com 90% e o Japão com 10%.
- O investimento será destinado a projetos selecionados, incluindo manufatura doméstica, como usinas nucleares e produção de antibióticos.
- Lutnick afirmou que o Japão precisará aumentar sua dívida, mas isso não deve impactar os contribuintes japoneses a longo prazo.
O governo dos Estados Unidos e o Japão firmaram um novo acordo comercial que estabelece tarifas de 15% sobre produtos japoneses e prevê um investimento japonês de $550 bilhões em projetos nos EUA. O anúncio foi feito pelo Secretário de Comércio, Howard Lutnick, que detalhou a divisão dos lucros provenientes desses projetos.
De acordo com Lutnick, os lucros gerados pelos projetos financiados pelo Japão serão compartilhados igualmente entre os dois países até que o investimento inicial seja recuperado. Após essa fase, a divisão mudará, com os EUA recebendo 90% dos lucros e o Japão 10%. Lutnick afirmou que essa estrutura é vantajosa para ambos os lados, destacando que, do ponto de vista japonês, o acordo é positivo, pois os consumidores do Japão se beneficiarão de tarifas mais baixas.
O investimento japonês será direcionado a projetos selecionados pelo governo dos EUA, que incluirão iniciativas de manufatura doméstica, como a construção de usinas nucleares e a produção de antibióticos. Lutnick mencionou que um comitê de investimento será responsável por sugerir os projetos a serem financiados, que precisarão da aprovação do presidente Donald Trump.
Além disso, Lutnick reconheceu que o Japão precisará aumentar sua dívida para financiar esses projetos, mas garantiu que isso não deve impactar os contribuintes japoneses a longo prazo, desde que o investimento seja recuperado. O acordo ocorre em um contexto de incertezas legais sobre as tarifas impostas pelo governo Trump, com o Supremo Tribunal dos EUA prestes a ouvir um recurso sobre a legalidade dessas medidas.
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