Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Famílias de investidores aumentam investimentos em ações e reduzem em private equity

Famílias ultra-ricas aumentam investimentos em ações e buscam diversificação em meio a incertezas econômicas.

Placa de sinalização "Wall Street" em frente à Bolsa de Valores de Nova York, no distrito financeiro de Manhattan (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • Uma pesquisa da Goldman Sachs mostra que famílias ultra-ricas estão mudando suas estratégias de investimento.
  • A alocação média em ações aumentou para 31%, enquanto os investimentos em private equity caíram para 21%.
  • A pesquisa foi realizada entre 20 de maio e 18 de junho e entrevistou 245 family offices globalmente.
  • O aumento na alocação em ações foi mais significativo nas Américas, onde subiu de 27% para 31%.
  • Além disso, 86% das famílias investem em inteligência artificial e 39% planejam aumentar os investimentos em private equity no próximo ano.

As famílias ultra-ricas estão mudando suas estratégias de investimento, conforme revela uma pesquisa da Goldman Sachs. A alocação média em ações subiu para 31%, enquanto os investimentos em private equity caíram para 21%. Este movimento reflete uma tendência crescente de diversificação em busca de maior segurança em um cenário econômico volátil.

A pesquisa, realizada entre 20 de maio e 18 de junho, entrevistou 245 family offices globalmente, com dois terços gerenciando pelo menos US$ 1 bilhão em ativos. O aumento na alocação em ações foi mais acentuado nas Américas, onde a média subiu de 27% para 31%. Em contrapartida, a alocação em private equity caiu de 26% para 21%, a maior redução entre todas as classes de ativos analisadas.

Investimentos em Inteligência Artificial

Outro dado relevante é que 86% das famílias estão investindo em inteligência artificial, com 39% planejando aumentar suas alocações em private equity no próximo ano. Tony Pasquariello, da Goldman Sachs, descreve essa mudança como uma “mistura de ativos pró-risco”, apesar das preocupações com riscos geopolíticos e inflação.

Sara Naison-Tarajano, líder do Apex family office da Goldman Sachs, destaca que as famílias tendem a investir de forma oportunista, especialmente quando o mercado está em baixa. Em abril, por exemplo, muitos aproveitaram a volatilidade causada por anúncios de tarifas para realizar investimentos.

Perspectivas Futuras

Embora a maioria das family offices não planeje mudanças significativas em suas carteiras, 39% dos entrevistados indicaram intenção de aumentar os investimentos em private equity, enquanto 38% pretendem investir mais em ações. A pesquisa também revelou que um terço dos respondentes planeja alocar mais capital, em contraste com apenas 16% que desejam aumentar a reserva em dinheiro.

Além disso, as family offices na América estão mais otimistas em relação ao futuro, com mais de um terço não se preparando para riscos extremos. A diversificação geográfica é a estratégia mais popular, seguida por investimentos em ouro, que, embora representem menos de 1% da média dos portfólios, têm visto alocações de até 15% em algumas famílias preocupadas com a instabilidade política.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais