- Uma pesquisa da Goldman Sachs mostra que famílias ultra-ricas estão mudando suas estratégias de investimento.
- A alocação média em ações aumentou para 31%, enquanto os investimentos em private equity caíram para 21%.
- A pesquisa foi realizada entre 20 de maio e 18 de junho e entrevistou 245 family offices globalmente.
- O aumento na alocação em ações foi mais significativo nas Américas, onde subiu de 27% para 31%.
- Além disso, 86% das famílias investem em inteligência artificial e 39% planejam aumentar os investimentos em private equity no próximo ano.
As famílias ultra-ricas estão mudando suas estratégias de investimento, conforme revela uma pesquisa da Goldman Sachs. A alocação média em ações subiu para 31%, enquanto os investimentos em private equity caíram para 21%. Este movimento reflete uma tendência crescente de diversificação em busca de maior segurança em um cenário econômico volátil.
A pesquisa, realizada entre 20 de maio e 18 de junho, entrevistou 245 family offices globalmente, com dois terços gerenciando pelo menos US$ 1 bilhão em ativos. O aumento na alocação em ações foi mais acentuado nas Américas, onde a média subiu de 27% para 31%. Em contrapartida, a alocação em private equity caiu de 26% para 21%, a maior redução entre todas as classes de ativos analisadas.
Investimentos em Inteligência Artificial
Outro dado relevante é que 86% das famílias estão investindo em inteligência artificial, com 39% planejando aumentar suas alocações em private equity no próximo ano. Tony Pasquariello, da Goldman Sachs, descreve essa mudança como uma “mistura de ativos pró-risco”, apesar das preocupações com riscos geopolíticos e inflação.
Sara Naison-Tarajano, líder do Apex family office da Goldman Sachs, destaca que as famílias tendem a investir de forma oportunista, especialmente quando o mercado está em baixa. Em abril, por exemplo, muitos aproveitaram a volatilidade causada por anúncios de tarifas para realizar investimentos.
Perspectivas Futuras
Embora a maioria das family offices não planeje mudanças significativas em suas carteiras, 39% dos entrevistados indicaram intenção de aumentar os investimentos em private equity, enquanto 38% pretendem investir mais em ações. A pesquisa também revelou que um terço dos respondentes planeja alocar mais capital, em contraste com apenas 16% que desejam aumentar a reserva em dinheiro.
Além disso, as family offices na América estão mais otimistas em relação ao futuro, com mais de um terço não se preparando para riscos extremos. A diversificação geográfica é a estratégia mais popular, seguida por investimentos em ouro, que, embora representem menos de 1% da média dos portfólios, têm visto alocações de até 15% em algumas famílias preocupadas com a instabilidade política.
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