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Quadrilha aplica golpe em investidores e movimenta mais de R$ 1 bilhão na USP

Polícia Civil desmantela quadrilha que movimentou R$ 1 bilhão em fraudes financeiras e prende dois suspeitos em operação em cinco Estados

Cadernos, celulares e dinheiro apreendido pela Polícia Civil do DF, relacionados a um esquema de estelionato que movimentou R$ 1 bilhão (Foto: Reprodução)
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  • A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu duas pessoas ligadas a uma quadrilha que movimentou mais de R$ 1 bilhão em fraudes financeiras.
  • As prisões ocorreram em uma operação que cumpriu 21 mandados de busca em cinco Estados.
  • O grupo, liderado por chineses residentes em São Paulo, atraía vítimas por meio de um grupo de mensagens.
  • As vítimas eram convencidas a investir em uma plataforma chamada Ebdox, que prometia altos retornos.
  • Os detidos enfrentam acusações de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta quarta-feira, 3, duas pessoas ligadas a uma quadrilha que movimentou mais de R$ 1 bilhão em fraudes financeiras. As prisões ocorreram durante uma operação que cumpriu 21 mandados de busca em cinco Estados, visando desmantelar um esquema que prometia altos lucros em investimentos.

A investigação revelou que o grupo, liderado por chineses residentes em São Paulo, atraía vítimas para um grupo de mensagens onde um suposto “doutor em Economia pela USP” oferecia orientações sobre investimentos. As vítimas eram convencidas a aplicar dinheiro em uma plataforma chamada Ebdox, que prometia retornos acima da média do mercado. Ao tentarem resgatar seus investimentos, eram informadas de que uma força-tarefa da Polícia Federal havia bloqueado os valores, exigindo o pagamento de 5% do montante para desbloqueio.

Uma das vítimas, moradora de Taguatinga, relatou ter investido R$ 220 mil e não conseguiu reaver o valor. Um site de reclamações acumula mais de 400 denúncias contra o esquema. Segundo a polícia, os recursos obtidos foram utilizados na compra de criptomoedas, créditos de carbono e na exportação de alimentos de Roraima para a Venezuela.

Os dois detidos enfrentam acusações de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As operações de busca e apreensão foram realizadas em locais como São Paulo, Guarujá, Curitiba, Dourados, Entre Rios e Boa Vista. A investigação continua, com o objetivo de identificar e prender outros envolvidos no esquema.

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