- A Stihl, fabricante de equipamentos motorizados, enfrenta desafios devido a tarifas elevadas sobre exportações para os Estados Unidos.
- A empresa, com sede na Alemanha, registrou receita de R$ 3,6 bilhões no Brasil e fatura globalmente € 5 bilhões.
- O CEO Michael Traub destacou que a sobretaxa de 50% impacta a demanda pelos produtos brasileiros.
- A Stihl está investindo em tecnologia de baterias e transferindo parte de sua pesquisa e desenvolvimento para a China, além de ter inaugurado uma nova fábrica de baterias na Romênia.
- A empresa reafirma seu compromisso com a fábrica em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, considerada um ativo estratégico para a América Latina.
Stihl enfrenta desafios e inovações no Brasil e no mercado global
A Stihl, fabricante de equipamentos motorizados, está adaptando sua estratégia diante de tarifas elevadas sobre exportações para os Estados Unidos. Com sede em Waiblingen, Alemanha, a empresa, que fatura 5 bilhões de euros globalmente, vê sua operação no Brasil, com receita de 3,6 bilhões de reais, sob pressão. O CEO Michael Traub destacou que a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros impacta diretamente a demanda.
A companhia, que completa 100 anos em 2026, enfrenta um cenário desafiador com a transição do motor a combustão para tecnologias de bateria. Traub afirmou que, apesar das dificuldades, a Stihl mantém um compromisso de longo prazo com sua fábrica em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, que produz componentes para toda a América Latina. Ele enfatizou que a fábrica é um ativo estratégico, insubstituível.
Inovações e investimentos em tecnologia
A Stihl está investindo em tecnologia de baterias e transferindo parte de sua pesquisa e desenvolvimento para a China, buscando agilidade em um mercado cada vez mais competitivo. A empresa inaugurou uma nova fábrica de baterias na Romênia, simbolizando sua adaptação às demandas do mercado. Traub acredita que até 2030, mais de 70% do mercado global de equipamentos motorizados será dominado por produtos a bateria, mas a gasolina ainda terá seu espaço.
O CEO também mencionou que a concorrência chinesa é uma preocupação crescente. A Stihl, no entanto, aposta na força de sua rede de revendedores especializados como uma defesa contra a pressão de preços e a competição. Ele ressaltou que a empresa não depende apenas de grandes varejistas, o que fortalece sua posição no mercado.
Perspectivas e desafios futuros
Apesar do otimismo em relação ao futuro, Traub reconhece que a demanda está sendo afetada pelas tarifas e pela cautela dos consumidores. A Stihl continua a buscar um equilíbrio entre as tecnologias de gasolina e bateria, adaptando-se às necessidades do mercado. A empresa se prepara para um cenário em que a combustão ainda terá relevância, mas com um crescimento gradual das soluções elétricas.
A Stihl reafirma sua presença no Brasil, onde opera há cinco décadas, e considera a fábrica de São Leopoldo um dos seus principais centros de produção fora da Alemanha. O compromisso com o mercado latino-americano permanece firme, mesmo diante das incertezas econômicas e das mudanças nas políticas comerciais.
Entre na conversa da comunidade