- Os Estados Unidos suspenderam tarifas sobre importações de celulose, tornando-as isentas.
- A decisão foi formalizada por meio de uma Ordem Executiva e entrou em vigor em 8 de setembro.
- A medida é considerada um avanço para a Suzano, que já destinava 17% de sua receita de celulose ao mercado norte-americano.
- A suspensão elimina incertezas sobre volumes de exportação e aumenta a competitividade da Suzano em relação a fornecedores locais e canadenses.
- A Ativa Investimentos destaca que a remoção das tarifas permitirá à Suzano ampliar sua participação no mercado e fortalecer sua posição global como fornecedora de fibra curta.
Os Estados Unidos anunciaram a suspensão das tarifas sobre importações de celulose, tornando-as isentas. A medida, formalizada por meio de uma Ordem Executiva publicada na última sexta-feira, entrou em vigor em 8 de setembro. Essa decisão é considerada um avanço significativo para a Suzano, uma das principais exportadoras brasileiras, que já destinava 17% de sua receita de celulose ao mercado norte-americano.
A suspensão das tarifas, que incluíam uma sobretaxa adicional de 40% e uma tarifa de 10%, elimina incertezas sobre os volumes de exportação. O Bradesco BBI avalia que a mudança deve aumentar a competitividade da Suzano, permitindo que a empresa opere em condições mais favoráveis em relação a fornecedores locais e canadenses de fibra longa.
Impacto no Mercado
A Ativa Investimentos destaca que a remoção das tarifas reduz o custo de entrada da celulose brasileira nos EUA, um mercado estratégico devido ao seu tamanho e à diversidade de produtos, como tissue e impressão. Com essa barreira tarifária eliminada, a Suzano poderá ampliar sua participação no mercado, especialmente em comparação com outros exportadores de fibra curta, principalmente na Ásia.
Além disso, a corretora enfatiza que a medida fortalece a posição da Suzano como fornecedora preferencial de fibra curta em escala global. A empresa, que já possui uma estrutura de custos competitiva, poderá capturar uma fatia maior do mercado, aumentando sua geração de caixa e a resiliência de sua operação. A decisão dos EUA é vista como um fator positivo para o futuro da Suzano e para o setor de celulose brasileiro como um todo.
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