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Trump planeja restrições rigorosas a medicamentos importados da China

Governo Trump propõe restrições a medicamentos da China, o que pode afetar tratamentos e gerar forte lobby na indústria farmacêutica

Ações do governo Trump na área da saúde incluem cortes à produção científica e apoio a políticas antivacina (Foto: Reprodução)
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  • O governo Trump propõe restrições severas a medicamentos da China, visando aumentar a fabricação local.
  • Um rascunho de ordem executiva sugere cortar o fluxo de medicamentos experimentais da China, o que pode afetar a disponibilidade de tratamentos.
  • Empresas farmacêuticas americanas, como Pfizer e AstraZeneca, têm adquirido direitos de medicamentos chineses, especialmente para doenças como câncer e obesidade.
  • A proposta pode incluir incentivos fiscais para empresas que transferirem suas operações para os Estados Unidos.
  • No primeiro semestre de 2023, 38% dos acordos de grandes farmacêuticas envolveram medicamentos da China, um aumento significativo em relação a anos anteriores.

O governo Trump está considerando restrições severas a medicamentos da China, uma medida que pode transformar a indústria farmacêutica americana e afetar a disponibilidade de tratamentos. Um rascunho de ordem executiva, obtido pelo The New York Times, sugere cortar o fluxo de medicamentos experimentais da China, o que gerou um intenso lobby entre investidores e grandes farmacêuticas.

As empresas farmacêuticas americanas, como Pfizer e AstraZeneca, têm adquirido direitos de medicamentos desenvolvidos na China, especialmente para doenças como câncer e obesidade. A proposta de ordem executiva, que ainda não foi oficialmente adotada, visa aumentar a produção local de medicamentos, incluindo antibióticos e analgésicos, como o acetaminofeno. A medida poderia reduzir a disponibilidade de tratamentos promissores para pacientes americanos.

Os investidores que apoiam a repressão à biotecnologia chinesa incluem figuras influentes como Peter Thiel e Sergey Brin. Eles argumentam que a dependência dos EUA em relação a medicamentos chineses representa uma vulnerabilidade à segurança nacional. Por outro lado, as grandes farmacêuticas alertam que essa repressão pode prejudicar o acesso a inovações médicas.

A administração Trump já havia emitido ordens executivas para aumentar a fabricação de medicamentos nos EUA, e a nova proposta pode incluir incentivos fiscais para empresas que transferirem suas operações para o país. O Secretário de Comércio, Howard Lutnick, destacou a importância de aumentar a produção local para evitar escassez de suprimentos, especialmente em situações de crise.

Historicamente, muitas startups de biotecnologia dos EUA vendem direitos de medicamentos a grandes farmacêuticas. Contudo, a crescente aquisição de medicamentos chineses por essas empresas tem gerado preocupações sobre o futuro da biotecnologia americana. No primeiro semestre de 2023, 38% dos acordos de grandes farmacêuticas envolveram medicamentos da China, um aumento significativo em relação a anos anteriores.

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