- O dólar abriu a sexta-feira com leve alta, cotado a R$ 5,3983.
- O aumento ocorre em meio a incertezas após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão.
- Após a condenação, a moeda havia atingido R$ 5,35, o menor valor em 13 meses, impulsionado por expectativas de redução de juros nos Estados Unidos.
- O Banco Central do Brasil realizará leilões de venda de dólares e swap cambial para estabilizar o mercado, com leilões programados para as 10h30 e 11h30.
- A expectativa de cortes na taxa de juros americana e a taxa de juros brasileira em 15% ao ano tornam o real uma moeda atrativa.
O dólar abriu a sexta-feira com leve alta, cotado a R$ 5,3983, enquanto o mercado brasileiro acompanha as movimentações externas. A moeda norte-americana avança em relação a diversas divisas, refletindo um cenário de incertezas após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.
Após a condenação, o dólar havia atingido R$ 5,35, o menor valor em 13 meses, impulsionado por expectativas de redução de juros nos EUA. Contudo, nesta manhã, a moeda apresenta uma leve alta de 0,13%. Na B3, o contrato de dólar futuro também registra alta, cotado a R$ 5,4185.
Medidas do Banco Central
O Banco Central do Brasil realizará leilões de venda de dólares e swap cambial para estabilizar o mercado. Às 10h30, estão programados dois leilões de linha, com uma oferta total de US$ 1 bilhão, e às 11h30, um leilão de até 40.000 contratos de swap cambial. Essas ações visam a rolagem de vencimentos próximos, buscando garantir liquidez no mercado.
Analistas destacam que a condenação de Bolsonaro traz clareza ao cenário político, o que pode beneficiar a economia. A expectativa de cortes na taxa de juros americana, prevista para a próxima semana, é vista como um fator que deve continuar a desvalorizar o dólar no Brasil. O real se destaca como uma moeda atrativa, especialmente em um contexto de juros altos, com a taxa brasileira em 15% ao ano.
Expectativas do Mercado
O carry trade, estratégia que envolve empréstimos em moedas com juros baixos para investir em economias com juros altos, está em evidência. Com a combinação de fatores internos e externos, o mercado financeiro permanece atento às movimentações do câmbio, que refletem não apenas a economia, mas também o cenário político do país.
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