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Fast Shop nomeia novo CEO e se reorganiza após escândalo de fraude tributária

Fast Shop contrata CEO interino e demite 25% da equipe após investigação de fraude tributária que resultou em R$ 100 milhões em penalidades

Fachada de uma unidade da Fast Shop em São Paulo (Foto: Reprodução)
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  • A Fast Shop, varejista controlada pela família Kakumoto, enfrenta uma investigação de fraude tributária em São Paulo, relacionada à Operação Ícaro.
  • A empresa contratou Rodrigo Ogawa como CEO interino e demitiu 25% de sua equipe para reestruturar suas operações.
  • O diretor afastado, Mário Gomes, e os acionistas Kakumoto firmaram acordos com o Ministério Público, totalizando R$ 100 milhões em penalidades.
  • Gomes confessou sua participação em um esquema de corrupção que inflacionou valores de ressarcimento de ICMS, totalizando R$ 1,59 bilhão entre 2021 e 2025.
  • A Fast Shop contratou o advogado Francisco Petros para uma investigação interna e reafirmou seu compromisso com a ética e a conformidade.

No centro de uma investigação de fraude tributária em São Paulo, a Fast Shop, varejista controlada pela família Kakumoto, tomou medidas drásticas para enfrentar as consequências da Operação Ícaro. A empresa contratou Rodrigo Ogawa como CEO interino e demitiu 25% de sua equipe, buscando reestruturar suas operações após a revelação de um esquema de corrupção.

A Fast Shop, que possui uma longa trajetória no varejo, agora enfrenta penalidades que somam R$ 100 milhões. O diretor afastado, Mário Gomes, e os acionistas Kakumoto firmaram acordos com o Ministério Público, sendo que Gomes confessou sua participação no esquema de corrupção relacionado ao ICMS. A companhia afirmou que a contratação de Ogawa visa aprimorar processos internos e fortalecer a cultura de compliance.

Além das demissões, a Fast Shop contratou o advogado Francisco Petros para conduzir uma investigação independente sobre suas práticas internas. A empresa, que anteriormente planejava expandir suas operações, agora se vê em um cenário de reestruturação e revisão de suas estratégias. A Fast Shop declarou que está comprometida com a ética e a legalidade, colaborando com as autoridades competentes.

A Operação Ícaro desmantelou um esquema de propinas liderado pelo auditor fiscal Artur Silva Neto, que permanece detido. Gomes, em seu acordo com o MP, detalhou como o esquema inflacionou os valores de ressarcimento de ICMS, totalizando R$ 1,59 bilhão entre 2021 e 2025, dos quais R$ 1,04 bilhão seriam indevidos. A Fast Shop reafirmou seu compromisso com a conformidade e a ética em suas operações.

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