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Microsoft evita multa da União Europeia com acordo de desagregação do Teams

Microsoft desagrega Teams do Office por sete anos e melhora a interoperabilidade com concorrentes, encerrando investigação antitruste da União Europeia

Aplicativo Microsoft Teams aberto em um laptop em Nova York (Foto: Reprodução)
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  • A Microsoft aceitou compromissos para desagregar o aplicativo Teams do pacote Office, evitando multas da União Europeia.
  • A decisão foi anunciada em 12 de setembro de 2025 e encerra uma investigação antitruste iniciada em 2020 após reclamação da Slack.
  • Os compromissos incluem a separação do Teams do Office por sete anos e a oferta de versões do Office 365 e Microsoft 365 a preços reduzidos, sem o Teams.
  • A empresa também permitirá a transição de clientes com licenças de longo prazo para pacotes sem o Teams e melhorará a interoperabilidade com produtos concorrentes.
  • A vice-presidente da Comissão Europeia, Teresa Ribera, destacou que o acordo é importante para restaurar a competição no setor.

A Microsoft evitou uma multa significativa da União Europeia ao aceitar compromissos para desagregar seu aplicativo Teams do pacote Office. A decisão, anunciada na sexta-feira, 12 de setembro de 2025, encerra uma investigação antitruste iniciada em 2020 após uma reclamação da Slack, que acusou a gigante da tecnologia de práticas anticompetitivas.

Os novos compromissos da Microsoft incluem a separação do Teams do Office por sete anos e a oferta de versões do Office 365 e Microsoft 365 a preços reduzidos, sem a inclusão do Teams. Além disso, a empresa permitirá que clientes com licenças de longo prazo façam a transição para pacotes sem o Teams. A medida visa aumentar a concorrência no mercado de comunicação e colaboração.

Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão Europeia, afirmou que o acordo é um passo importante para restaurar a competição em um setor essencial. A Microsoft também se comprometeu a melhorar a interoperabilidade com produtos concorrentes e a facilitar a migração de dados do Teams para outras plataformas.

A investigação foi motivada pela alegação de que a Microsoft estava “forçando” a instalação do Teams, dificultando sua remoção e ocultando custos reais para os clientes. A aceitação dos compromissos representa um avanço significativo para a Microsoft, que busca se adaptar às exigências regulatórias e evitar sanções severas.

Nanna-Louise Linde, vice-presidente de assuntos governamentais da Microsoft na Europa, destacou a disposição da empresa em implementar as novas obrigações de forma rápida e completa. O desfecho da investigação ocorre em um contexto de crescente tensão entre a União Europeia e o governo dos Estados Unidos, especialmente em relação à regulação de grandes empresas de tecnologia.

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