- A Teck Resources Ltd. enfrenta desafios na mina Quebrada Blanca, no Chile, com sobrecustos superiores a 80% e atrasos na produção.
- A empresa anunciou um acordo de fusão com a Anglo American avaliado em mais de 50 bilhões de dólares, priorizando a recuperação da mina.
- Especialistas técnicos estão sendo enviados para resolver problemas operacionais críticos na Quebrada Blanca.
- A fusão gera preocupações entre acionistas, que questionam a decisão de abrir mão do controle sem um prêmio significativo.
- A Teck está intensificando esforços para resolver questões relacionadas ao armazenamento de rejeitos, contratando um ex-executivo da BHP como assessor especial.
A Teck Resources Ltd. enfrenta desafios operacionais na mina Quebrada Blanca (QB), no Chile, enquanto busca integrar suas operações com a Anglo American. A empresa anunciou um acordo de fusão avaliado em mais de 50 bilhões de dólares, priorizando a recuperação da QB, que tem enfrentado sobrecustos superiores a 80% e atrasos significativos.
Para resolver os problemas críticos na mina, a Teck está enviando especialistas técnicos. A QB, que deveria ter atingido sua capacidade de produção, ainda enfrenta dificuldades operacionais, incluindo instabilidade no rajo e na planta, além de problemas no armazenamento de resíduos. Em julho, a Teck já havia cortado suas previsões de produção e, com a fusão, pretende adiar decisões sobre novos projetos para focar na recuperação da mina.
Desafios e Sinergias
Os desafios em QB são complexos, e a integração com a mina Collahuasi não é simples. A Teck, que detém a maioria das ações da QB, tem como parceiros a Sumitomo Metal Mining Co. e a Codelco. Especialistas afirmam que, se a integração for bem-sucedida, poderá gerar um aumento médio anual de 1,4 bilhão de dólares no EBITDA, além de 800 milhões de dólares em economias de custo.
Um plano recente inclui a construção de uma correia transportadora de 15 quilômetros para levar minério de Collahuasi às novas plantas de processamento da QB. Isso pode resultar em um aumento de 175 mil toneladas de cobre anuais entre 2030 e 2049, colocando o complexo em posição de superar a produção da mina Escondida, da BHP Group.
Preocupações dos Acionistas
Entretanto, a fusão levanta preocupações entre os acionistas. Alguns temem que a Anglo esteja assumindo riscos excessivos, enquanto investidores da Teck questionam a decisão de abrir mão do controle sem um prêmio significativo. Os sindicatos da mina também expressam descontentamento com a situação, apontando que os problemas operacionais têm impactado os bônus dos trabalhadores.
A Teck intensificou esforços para resolver os entraves relacionados aos rejeitos, contratando um ex-executivo da BHP como assessor especial. O foco está em elevar o muro da barragem e melhorar os tempos de drenagem da areia, com a empresa afirmando que a manutenção é normal e não representa risco.
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