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Oito em cada dez empreendedores planejam liquidez até 2027, revela pesquisa da Endeavor

Estudo aponta que 79% dos fundadores de tecnologia no Brasil planejam liquidez em dois anos, priorizando M&As e vendas secundárias

Foto: Reprodução
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  • O ecossistema de startups no Brasil está mudando, com setenta e nove por cento dos fundadores de tecnologia planejando eventos de liquidez nos próximos dois anos.
  • Um estudo da Endeavor, intitulado “Founder Liquidity in Brazil”, revela que a maioria dos empreendedores está focada em fusões e aquisições (M&As) e vendas secundárias, enquanto os IPOs (ofertas públicas iniciais) são considerados uma opção distante.
  • A pesquisa, que ouviu cento e dezoito empreendedores, mostra que cinquenta e cinco vírgula dezessete por cento deles preferem vendas secundárias como a principal alternativa para os próximos doze meses.
  • O estudo indica que a janela para IPOs na B3 (Bolsa de Valores do Brasil) pode estar fechada até dois mil e trinta.
  • A cultura de doações está crescendo, com setenta e um vírgula quatorze por cento dos empreendedores na Série D destinando parte do capital a iniciativas sociais.

O ecossistema de startups no Brasil está em transformação, com 79% dos fundadores de tecnologia planejando eventos de liquidez nos próximos dois anos. Essa informação é parte do estudo “Founder Liquidity in Brazil”, realizado pela Endeavor, que será apresentado no Annual Gathering do Scale-Up Ventures. O foco dos empreendedores está em fusões e aquisições (M&As) e vendas secundárias, enquanto os IPOs são considerados uma opção distante.

O levantamento, que ouviu 118 empreendedores, revela que 55,17% deles optam por vendas secundárias como a principal alternativa para os próximos 12 meses. A pesquisa indica que a janela para IPOs na B3 pode estar fechada até 2030, refletindo um cenário desafiador para a abertura de capital no Brasil. Juan Perroni, da Endeavor, destaca que a liquidez é uma prioridade, com muitos buscando soluções de curto e médio prazo.

Guilherme Benchimol, fundador da XP, enfatiza que o IPO deve ser visto como um “plano Z”. Ele alerta que, embora a abertura de capital traga vantagens, também expõe a empresa a um intenso escrutínio. Benchimol defende que a liquidez deve ser uma ferramenta para fortalecer o negócio, e não um objetivo final.

O estudo também aponta que 32,2% dos fundadores ainda veem o IPO como alinhado aos seus valores pessoais, apesar dos desafios operacionais. Além disso, a pesquisa revela que eventos de liquidez podem gerar um “efeito multiplicador”, liberando talentos para novos empreendimentos. Após uma saída total via M&A, 51,9% dos fundadores retornam ao mercado como empreendedores.

A cultura de giveback também está em ascensão, com 71,4% dos empreendedores na Série D destinando parte do capital a doações. Essa prática reflete um compromisso com o ecossistema, mostrando que a liquidez pode ser utilizada para fortalecer tanto os negócios quanto a sociedade.

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