- O índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, caiu 31,78% em pesos e 50,35% em dólares até 9 de setembro de 2025.
- Este é o pior desempenho entre 21 bolsas monitoradas pela consultoria Elos Ayta e a maior perda desde 2008.
- Em contraste, países vizinhos como Colômbia e Brasil apresentaram valorização significativa, com a Colômbia subindo 51,08% em dólares.
- A volatilidade do Merval é recorrente, com altas expressivas seguidas de quedas acentuadas, como em 2008 e 2018.
- O relatório destaca que a Argentina vive uma realidade isolada, enquanto outras economias da região se beneficiam de um cenário global mais favorável.
A Argentina enfrenta um cenário econômico desafiador em 2025, com o índice Merval, principal indicador da Bolsa de Buenos Aires, apresentando uma queda de 31,78% em pesos e 50,35% em dólares até 9 de setembro. Este desempenho negativo é o pior entre 21 bolsas monitoradas pela consultoria Elos Ayta e marca a maior perda desde 2008.
Enquanto isso, países vizinhos como Colômbia e Brasil experimentam valorização significativa. A Colômbia lidera com um aumento de 51,08% em dólares, seguida pela Espanha e Itália, com altas de 46,34% e 38,78%, respectivamente. Nos Estados Unidos, os índices também mostram crescimento, com a Nasdaq subindo 13,3% e o S&P 500 10,73%.
Volatilidade do Merval
A volatilidade do Merval não é uma novidade. Em 2024, o índice teve uma alta expressiva de 114,91%, mas agora enfrenta uma queda acentuada. Analistas da Elos Ayta observam que períodos de grandes ganhos frequentemente são seguidos por quedas drásticas, como ocorreu em 2008 e 2018. Em 2008, a crise financeira global e a nacionalização dos fundos de pensão agravaram a situação, resultando em uma queda de 54,17%.
Em 2018, a crise foi interna, com desvalorização de aproximadamente 50% do peso argentino. O governo buscou um pacote de ajuda do FMI, que totalizou US$ 57 bilhões, em um contexto de inflação acima de 40% e déficit fiscal elevado.
Cenário Atual
O relatório da Elos Ayta destaca que 2025 mantém a tradição de volatilidade extrema do Merval. A análise sugere que a Argentina vive uma realidade isolada, enquanto seus vizinhos, como Brasil, Chile e México, se beneficiam de um cenário global mais favorável. O investidor que trouxe dólares para o Brasil, por exemplo, obteve quase o dobro do retorno ao converter de volta, evidenciando a disparidade entre as economias da região.
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