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México aposta em malabares para impulsionar vendas de produtos da huerta

México estabelece preços mínimos de exportação para tomate após tarifa de 17,09% dos EUA, visando proteger a economia local e empregos

Trabalhador do mercado mayorista de Cidade do México (Foto: Reprodução)
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  • O governo mexicano, sob a presidência de Claudia Sheinbaum, anunciou preços mínimos de exportação para o tomate.
  • A medida é uma resposta ao novo arancel de 17,09% imposto pelos Estados Unidos.
  • O tomate, especialmente a variedade jitomate, é crucial para a economia mexicana, com cerca de 90% da produção destinada ao mercado americano.
  • Os preços mínimos variam de 0,88 a 1,7 dólares por quilo e visam proteger empregos e a economia local.
  • Críticos afirmam que a medida pode ser vista como uma admissão de competição desleal, complicando futuras negociações comerciais.

O governo mexicano, liderado pela presidente Claudia Sheinbaum, anunciou a implementação de preços mínimos de exportação para o tomate, em resposta ao novo arancel de 17,09% imposto pelos Estados Unidos. Essa medida visa mitigar as tensões comerciais entre os dois países, que historicamente têm enfrentado conflitos relacionados à produção e exportação desse importante produto agrícola.

O tomate, especialmente na variedade jitomate, é um dos principais produtos agrícolas do México, com cerca de 90% da produção destinada ao mercado americano. O setor gera aproximadamente 400 mil empregos diretos e movimenta cerca de 2,8 bilhões de dólares anualmente. No entanto, a relação entre agricultores mexicanos e americanos tem sido marcada por acusações de práticas desleais, com os produtores dos EUA alegando que os mexicanos vendem o tomate a preços inferiores ao custo de produção.

Com a nova tarifa, a presidente Sheinbaum busca proteger os empregos e a economia local. Os preços mínimos estabelecidos variam de 0,88 a 1,7 dólares por quilo, uma estratégia apoiada pelo Conselho Nacional Agropecuário. Contudo, críticos, como o Grupo Consultor de Mercados Agrícolas, argumentam que essa medida pode ser vista como uma admissão de competição desleal, o que poderia prejudicar futuras negociações.

O cenário se complica ainda mais com a iminente revisão do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (TMEC), que envolve México, Estados Unidos e Canadá. Embora o México tenha conseguido evitar tarifas adicionais até agora, a incerteza sobre o futuro das relações comerciais permanece. A dependência do mercado americano para a exportação de tomates e outros produtos agrícolas torna a situação delicada, com potenciais repercussões para ambos os lados.

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