- A Stihl, fabricante de motosserras e equipamentos motorizados, mantém investimentos no Brasil, apesar de enfrentar tarifas elevadas e concorrência chinesa.
- Em 2024, a empresa registrou faturamento de 5,3 bilhões de euros, com crescimento de apenas 1,1% em relação ao ano anterior.
- A fábrica de São Leopoldo, inaugurada em 1973, é considerada essencial para a operação na América Latina.
- A Stihl está focada na transição para produtos a bateria, com 25% das unidades vendidas em 2024 sendo elétricas.
- A empresa também adapta sua pesquisa e desenvolvimento para a China, buscando inovação e competitividade no mercado.
Stihl mantém investimentos no Brasil apesar de desafios globais
A Stihl, fabricante de motosserras e equipamentos motorizados, enfrenta um cenário desafiador, mas reafirma seu compromisso com o Brasil. Com 97 anos de história e uma operação significativa em São Leopoldo, a empresa projeta um crescimento moderado, mesmo diante de tarifas elevadas e concorrência chinesa.
Em 2024, a Stihl registrou 5,3 bilhões de euros em faturamento, um crescimento de apenas 1,1% em relação ao ano anterior. Apesar do ambiente de consumo retraído e da incerteza geopolítica, a empresa mantém sua estratégia de investimento no Brasil, onde a fábrica de São Leopoldo, inaugurada em 1973, é considerada uma “joia da coroa” do grupo. Michael Traub, CEO global, destacou que a unidade é vital para a operação na América Latina.
Desafios e Oportunidades
A Stihl enfrenta tarifas de 50% sobre exportações para os Estados Unidos, a mais alta entre suas operações globais. Traub afirmou que, apesar das dificuldades, não há planos de recuar. “Tarifas vêm e vão. Continuaremos investindo em São Leopoldo”, afirmou. A empresa também lida com a pressão de custos e a burocracia na Alemanha, que afetam sua competitividade.
A transição de produtos a gasolina para opções a bateria é um dos principais focos da Stihl. Em 2024, 25% das unidades vendidas foram movidas a bateria, um aumento em relação ao ano anterior. A empresa planeja expandir sua linha de produtos elétricos, mas não abandonará os motores a combustão, reconhecendo a necessidade de atender a diferentes demandas do mercado.
Perspectivas Futuras
A Stihl também está se adaptando à concorrência chinesa, transferindo parte de sua pesquisa e desenvolvimento para a China. Traub mencionou que essa decisão foi difícil, mas necessária para manter a relevância no setor. A empresa está investindo em ecossistemas de bateria, com packs intercambiáveis entre diferentes ferramentas, buscando inovar sem perder a tradição.
Apesar da revisão nas expectativas de crescimento, a Stihl mantém uma sólida posição financeira, com um índice de capital próprio de 69%. A empresa continua a ver o Brasil como um ativo estratégico, com planos de expansão e adaptação às necessidades do mercado latino-americano, que ainda é dominado por motores a combustão.
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