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Cachaça ganha novos rumos e se destaca como símbolo da cultura brasileira

Cachaça enfrenta queda nas exportações e busca reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial em meio a desafios tributários e de mercado

Cachaças envelhecidas em garrafas destacam-se em um ambiente de coquetelaria, evidenciando sua versatilidade (Foto: Reprodução)
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  • A cachaça, destilado brasileiro, enfrenta desafios em 2024, incluindo queda nas exportações.
  • O setor solicita que a cachaça de alambique seja reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial.
  • A feira Expocachaça, realizada em Belo Horizonte, gerou mais de R$ 520 milhões em negócios em 2023.
  • As exportações caíram 22,7% em volume e 28,1% em valor, com os Estados Unidos como principal mercado.
  • O setor busca formalização e reforma tributária para melhorar a competitividade da cachaça.

A cachaça, destilado brasileiro com raízes no século XVI, enfrenta desafios em 2024, incluindo uma queda nas exportações e um pedido para que a cachaça de alambique seja reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial. O setor busca reverter a situação por meio de formalização e reforma tributária.

Considerada a “mãe do rum”, a cachaça é um símbolo da cultura brasileira. Desde 2001, é protegida como produto nacional e, desde 2009, tem um dia dedicado a sua celebração, 13 de setembro. A Expocachaça, realizada em Belo Horizonte, é a principal feira do setor, gerando mais de R$ 520 milhões em negócios em 2023, com a participação de 19 estados.

O presidente da feira, José Lúcio Mendes Ferreira, destaca a crescente demanda por cachaças envelhecidas e saborizadas, refletindo uma diversificação no mercado. Em 2024, a feira planeja atrair compradores internacionais, focando na cachaça de alambique, que é mais artesanal e de menor volume de produção.

Entretanto, o setor enfrenta uma queda de 22,7% nas exportações em volume e 28,1% em valor em relação a 2023, com os Estados Unidos sendo o maior mercado. Carlos Lima, presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), alerta sobre o impacto das tarifas de 50% impostas pelo governo norte-americano, que afetam a competitividade da cachaça no exterior.

Apesar da redução nas exportações, o Anuário da Cachaça 2025 aponta um aumento no número de registros de cachaças e produtores formalizados, indicando um movimento em direção à formalização do setor. O Sudeste concentra a maioria dos estabelecimentos, com 65,4% dos registros.

O Ceará se destacou com o maior crescimento, passando de 34 para 47 registros em 2024. No entanto, estados como Amapá e Roraima ainda não possuem produtores formalizados. O setor busca fortalecer sua presença no mercado e garantir que a reforma tributária não prejudique ainda mais a cachaça.

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