- A Novo Nordisk anunciou a demissão de nove mil funcionários, com mais da metade dos cortes ocorrendo na Dinamarca.
- A empresa perdeu participação no mercado de obesidade para a Eli Lilly e viu seu valor de mercado cair cerca de sessenta por cento no último ano.
- A Orsted enfrenta dificuldades financeiras, abandonando projetos de bilhões de dólares e buscando levantar nove bilhões e quatrocentos milhões de dólares em capital.
- As ações da Orsted despencaram mais de oitenta por cento desde dois mil e vinte e um, devido a custos crescentes e desafios regulatórios nos Estados Unidos.
- Economistas alertam que a crise dessas empresas pode afetar o crescimento econômico da Dinamarca e a confiança do consumidor.
A Novo Nordisk e a Orsted, gigantes dinamarquesas, enfrentam crises significativas que impactam a economia do país. A Novo anunciou a demissão de 9.000 funcionários, com mais da metade desses cortes ocorrendo na Dinamarca, após perder participação no mercado de obesidade para a Eli Lilly. A empresa, que já foi a mais valiosa da Europa, viu seu valor de mercado cair cerca de 60% no último ano, refletindo uma intensa concorrência e incertezas sobre seu futuro.
A Orsted, por sua vez, enfrenta dificuldades financeiras, abandonando projetos de bilhões de dólares e buscando levantar US$ 9,4 bilhões em capital, o maior aumento de capital para uma empresa de energia europeia em mais de uma década. A empresa, que se destacou como líder em energia eólica offshore, viu suas ações despencarem mais de 80% desde 2021, em meio a custos crescentes e desafios regulatórios nos Estados Unidos.
Impacto na Economia Dinamarquesa
Os problemas enfrentados por essas empresas não afetam apenas os investidores, mas também a confiança do consumidor na Dinamarca. Economistas alertam que a situação pode levar a um crescimento econômico mais lento, com riscos de um cenário semelhante ao “risco Nokia”, onde a dependência excessiva de uma única empresa pode prejudicar a economia. A Novo é responsável por cerca de 5% do PIB dinamarquês e sua queda pode afetar os gastos do governo e a percepção de prosperidade do país.
A cidade de Kalundborg, onde a Novo possui uma de suas principais fábricas, já sente os efeitos da crise. Moradores locais expressam preocupação com a queda das ações da empresa, que impacta decisões de consumo. O economista-chefe do Danske Bank, Las Olsen, destacou que o sentimento negativo pode piorar, afetando ainda mais o consumo.
Reações e Futuro
Apesar das dificuldades, a Novo continua a expandir suas operações, embora tenha cortado suas perspectivas de lucro. O novo CEO, Maziar Mike Doustdar, busca realinhar recursos para iniciativas de alto impacto. Enquanto isso, a Orsted tenta se recuperar de sua crise, enfrentando críticas sobre o apoio governamental e a viabilidade de seus projetos de energia renovável.
A situação atual das duas empresas levanta questões sobre a resiliência da economia dinamarquesa e a necessidade de diversificação. O governo dinamarquês, embora confiante na capacidade de suportar a infusão de capital na Orsted, enfrenta um dilema sobre até onde deve ir para apoiar suas empresas nacionais.
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