- A captação de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (Fidcs) no Brasil alcançou R$ 52,4 bilhões entre janeiro e agosto de 2023.
- Esse valor representa um aumento de 10,2% em relação ao ano anterior.
- Os Fidcs agora correspondem a 7% da indústria de fundos do país, com crescimento na participação de investidores pessoas físicas.
- Os fundos são atraentes devido à eficiência tributária e aos retornos que superam 15% ao ano, além da ausência de “come-cotas”.
- Apesar das vantagens, especialistas alertam que os Fidcs têm complexidade e baixa liquidez, tornando-os menos ideais para investidores pessoas físicas.
Os Fidcs (fundos de investimento em direitos creditórios) estão em ascensão no Brasil, com captação de R$ 52,4 bilhões entre janeiro e agosto de 2023, um aumento de 10,2% em relação ao ano anterior. Esses fundos agora representam 7% da indústria de fundos do país, com a participação de investidores pessoas físicas crescendo significativamente.
A popularidade dos Fidcs se deve à sua eficiência tributária e aos retornos atrativos, que superam 15% ao ano. A ausência de “come-cotas”, que é a antecipação do Imposto de Renda sobre os lucros, é um dos principais atrativos desse tipo de investimento. Os Fidcs são constituídos, em sua maioria, por dívidas a receber, que podem incluir recebíveis de cartão de crédito, empréstimos pessoais e até precatórios.
Estrutura e Riscos
Os Fidcs podem ser classificados em multicedentes, que possuem recebíveis de diversos cedentes, e monocedentes, que são considerados mais arriscados. A diversificação ajuda a mitigar o risco de calote, permitindo que o fundo mantenha uma rentabilidade estável. O volume médio por operação é de R$ 78 milhões, indicando que empresas de pequeno e médio porte estão utilizando esses fundos para capital de giro.
Os investidores podem escolher entre diferentes tipos de cotas: sênior, mezanino e subordinada. As cotas sêniores, que têm prioridade no pagamento, são as únicas disponíveis para pessoas físicas, enquanto as cotas mais arriscadas oferecem retornos maiores, mas com riscos correspondentes.
Considerações para Investidores
Apesar da atratividade, especialistas alertam que os Fidcs não são ideais para investidores pessoas físicas devido à sua complexidade e baixa liquidez no mercado secundário. A maioria dos investidores prefere negociar diretamente com originadores ou em ofertas restritas. Além disso, a listagem na Bolsa é limitada, com apenas cinco Fidcs disponíveis.
Investir em Fidcs exige um entendimento profundo sobre crédito e inadimplência. A qualidade da carteira de recebíveis é crucial, assim como a análise do histórico de pagamento dos devedores. A liquidez também é uma preocupação, pois pode haver atrasos significativos no resgate dos investimentos.
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