- Os Estados Unidos implementaram a lei “Genius Act” em julho de 2025, que regulamenta e incentiva o uso de stablecoins.
- O mercado de stablecoins atualmente possui cerca de US$ 230 bilhões, com projeções de crescimento para US$ 2 trilhões até 2028.
- O dólar representa 99% das stablecoins, enquanto outras moedas, como o euro, têm participação menor.
- A legislação legitima as stablecoins como política nacional e global, buscando fortalecer a posição dos EUA no cenário financeiro.
- A Europa e a Coreia do Sul estão avaliando suas respostas a essa nova dinâmica, enquanto o Brasil avança no desenvolvimento do “real digital”.
Os Estados Unidos deram um passo significativo na regulamentação das stablecoins com a implementação da nova lei “Genius Act”, que entrou em vigor em julho de 2025. Essa legislação visa incentivar o uso desses criptoativos, que são atrelados a moedas nacionais, como o dólar, e têm se tornado populares em todo o mundo, especialmente em países com instabilidade econômica.
Atualmente, existem cerca de US$ 230 bilhões em stablecoins no mercado, com projeções que indicam que esse valor pode atingir US$ 2 trilhões até 2028. O dólar domina esse espaço, representando 99% das stablecoins, enquanto outras moedas, como o euro, têm uma participação muito menor. As stablecoins funcionam como um sistema de pagamento global, permitindo transferências instantâneas e servindo como reserva de valor em economias instáveis, como na Argentina e na Turquia.
O Impacto da “Genius Act”
A nova legislação não apenas regulamenta, mas também legitima o uso de stablecoins como uma política nacional e global. Isso ocorre em um momento em que a centralidade do dólar está sendo discutida, e os EUA buscam se posicionar como líderes nesse novo cenário financeiro. A lei também facilita o financiamento da dívida pública americana, atraindo capital global.
Além disso, as stablecoins estão se tornando a base para uma nova geração de finanças descentralizadas, conhecidas como DeFi. Serviços que oferecem juros em depósitos de stablecoins estão em ascensão, com taxas que variam de 4% a 6% ao ano. Isso é possível através da tokenização de títulos do governo dos EUA, que gera rendimentos para os investidores.
Respostas Globais e Iniciativas Locais
A crescente popularidade das stablecoins acendeu um alerta na Europa, que está avaliando como responder a essa nova dinâmica. Enquanto isso, a Coreia do Sul está adotando uma abordagem ousada, permitindo que empresas privadas emitam suas próprias stablecoins, desde que cumpram requisitos de capital.
No Brasil, a resposta tem sido reforçar os meios de pagamento locais, como o Pix, e avançar no desenvolvimento do Drex, que visa criar um “real digital”. Essas iniciativas buscam democratizar as vantagens das stablecoins e facilitar o financiamento da dívida pública com capital digital global. A conferência Meridian, que ocorrerá em setembro no Rio de Janeiro, promete discutir esses temas, embora já esteja esgotada. As palestras estarão disponíveis online para quem deseja se informar sobre o assunto.
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