- A França teve sua classificação de crédito rebaixada pela Fitch de ‘AA-‘ para ‘A+’, devido à alta dívida e fragmentação política.
- O novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, enfrenta protestos e resistência para implementar cortes orçamentários.
- Os custos de empréstimos aumentaram, com o rendimento dos títulos do governo a 10 anos subindo para 3,51% e o de 30 anos para 4,34%.
- A Fitch projeta que o déficit fiscal da França será de 5,5% do PIB em 2025, acima da média da zona do euro, que é de 2,7%.
- Lecornu abandonou propostas impopulares de seu antecessor, como a eliminação de feriados públicos, em meio a uma mobilização programada para esta semana.
A França enfrenta um novo desafio político e econômico após o rebaixamento da sua classificação de crédito pela Fitch, que passou de ‘AA-‘ para ‘A+’. A agência de classificação de risco citou a alta dívida e a fragmentação política como principais razões para a decisão, que ocorre em meio a um cenário de incerteza sobre a liderança do país. O novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, já enfrenta protestos e resistência para implementar cortes orçamentários necessários.
Na manhã de segunda-feira, os custos de empréstimos da França aumentaram, com o rendimento dos títulos do governo a 10 anos subindo para 3,51% e o de 30 anos para 4,34%. Apesar da reação inicial, os rendimentos se estabilizaram ao longo do dia, refletindo a expectativa de que o rebaixamento já estava precificado nos mercados. A Fitch projetou que o déficit fiscal da França será de 5,5% do PIB em 2025, ainda elevado em comparação com a média da zona do euro, que é de 2,7%.
Lecornu, que é o quinto primeiro-ministro em menos de dois anos, não teve um início tranquilo. Protestos e manifestações estão programados para esta semana, com uma grande mobilização esperada na quinta-feira. O ex-primeiro-ministro François Bayrou havia proposto cortes de 44 bilhões de euros no orçamento, uma medida que encontrou forte oposição. Para tentar suavizar a situação, Lecornu abandonou a ideia de eliminar dois feriados públicos, uma das propostas impopulares de seu antecessor.
A Fitch também alertou que a dívida da França pode aumentar para 121% do PIB até 2027, sem uma perspectiva clara de estabilização. A próxima avaliação de crédito será feita pela Moody’s em 24 de outubro, seguida pela Standard & Poor’s em 28 de novembro. Analistas observam que, embora o rebaixamento da Fitch já estivesse previsto, novas quedas nas classificações de crédito podem ocorrer, o que afetaria ainda mais a confiança dos investidores.
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