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Correios atribuem crise financeira à gestão do governo Bolsonaro

Correios registraram um prejuízo de R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre de 2023 e implementam medidas de contenção de despesas para reverter a crise financeira

Agência dos Correios localizada na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo (Foto: Reprodução)
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  • Os Correios enfrentam uma crise financeira, com prejuízo de R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre de 2023.
  • A estatal espera receber R$ 1,6 bilhão ainda em 2023, após investimentos de apenas R$ 447 milhões entre 2019 e 2022.
  • Para 2023 e 2024, o valor previsto para investimentos é de R$ 792 milhões.
  • Medidas de contenção incluem redução da jornada de trabalho e incentivo ao desligamento voluntário de funcionários.
  • A empresa também enfrenta problemas operacionais, como atrasos em aluguéis e dificuldades no atendimento a terceirizados.

Os Correios enfrentam uma crise financeira severa, resultado da falta de investimentos durante o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. A estatal, que registrou um prejuízo de R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre de 2023, espera um alívio com a previsão de receber R$ 1,6 bilhão ainda este ano, conforme seu orçamento.

De acordo com a empresa, os investimentos realizados entre 2019 e 2022 somaram apenas R$ 447 milhões, enquanto para 2023 e 2024, o valor previsto é de R$ 792 milhões. Geverson Nery de Albuquerque, assessor especial da presidência, afirmou que a situação atual é um reflexo das decisões tomadas no passado, que comprometeram a competitividade da estatal.

Medidas de Contenção

Para enfrentar a crise, os Correios anunciaram uma série de medidas de contenção de despesas. Entre elas, a redução da jornada de trabalho para seis horas, com diminuição proporcional dos salários, e o incentivo ao desligamento voluntário de funcionários. Essas ações visam equilibrar as contas e melhorar a situação financeira da empresa.

Além dos desafios financeiros, a estatal enfrenta problemas operacionais, como atrasos no aluguel de agências, falta de pagamento a terceirizados e dificuldades no atendimento do plano de saúde dos funcionários. A gravidade da situação levou o presidente da empresa, Fabiano Santos, a pedir demissão.

Os Correios buscam reverter esse cenário crítico, mas a recuperação dependerá da implementação eficaz das medidas anunciadas e do aumento dos investimentos nos próximos anos.

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