- El Salvador adotou o bitcoin como moeda legal em 2021, sob a liderança do presidente Nayib Bukele.
- O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que o país não realiza novas compras de bitcoin desde fevereiro de 2023.
- Apesar disso, o governo continua a anunciar aquisições diárias da criptomoeda, gerando confusão.
- O FMI sugere que o aumento das reservas de bitcoin se deve ao remanejamento de unidades já existentes, não a novas compras.
- A disputa entre o governo e o FMI persiste, com o mercado dividido sobre a veracidade das informações.
Desde 2021, El Salvador se tornou o primeiro país a adotar o bitcoin como moeda legal, sob a liderança do presidente Nayib Bukele. No entanto, uma nova disputa entre o governo e o Fundo Monetário Internacional (FMI) está gerando confusão sobre as compras da criptomoeda. O FMI afirma que o país não realiza novas aquisições desde fevereiro de 2023, enquanto o governo continua a anunciar investimentos diários.
Recentemente, o FMI reiterou, em um e-mail ao site Decrypt, que El Salvador não comprou mais bitcoin desde a assinatura de um acordo em dezembro de 2024, que previa a implementação de medidas em troca de um empréstimo de US$ 1,4 bilhão. Entre essas medidas, estava o fim das compras diárias de uma unidade de bitcoin, uma prática que Bukele havia iniciado em 2022. Apesar disso, o governo mantém a narrativa de que está “desafiando” o FMI e continua a divulgar aquisições diárias.
Confusão nas Aquisições
A situação se complica ainda mais, pois a carteira digital do governo realmente registra a entrada diária de bitcoin. Isso levou muitos investidores a acreditar que as compras não haviam cessado, o que violaria o acordo com o FMI. Em julho, o FMI apresentou documentos que confirmam que as aquisições pararam, incluindo declarações do ministro da Economia, que confirmaram a interrupção das compras desde fevereiro.
O FMI sugere que o aumento das reservas de bitcoin se deve ao remanejamento de unidades que já estavam em posse do governo, mas não estavam na carteira oficial. Segundo o órgão, a carteira divulgada por Bukele não era utilizada desde 2022, resultando em unidades espalhadas que agora estão sendo reunidas. Essa estratégia cria a impressão de que o país continua a comprar bitcoin diariamente, quando, na verdade, as aquisições foram interrompidas.
Mercado Dividido
O cenário atual deixa o mercado dividido, com alguns acreditando na versão do governo e outros apoiando a posição do FMI. A resolução dessa disputa pode ocorrer apenas quando El Salvador concluir a concentração das unidades em uma única carteira ou comprovar que as compras foram mantidas, mesmo com o acordo de empréstimo. Até lá, a guerra de narrativas entre o governo e o FMI deve continuar.
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