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Indenizações de seguro de crédito crescem 220% no primeiro semestre

Indenizações de seguro de crédito interno sobem 220,8% no primeiro semestre, enquanto arrecadação cai 3% devido à inadimplência crescente.

Recuperações judiciais de grandes grupos de insumos agrícolas geraram indenizações significativas de seguro de crédito no primeiro semestre deste ano (Foto: Reprodução)
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  • O seguro de crédito interno é essencial para empresas, especialmente no agronegócio, que enfrenta desafios constantes.
  • No primeiro semestre de 2023, as indenizações pagas por seguradoras aumentaram 220,8%, totalizando R$ 831,3 milhões.
  • A arrecadação caiu 3%, alcançando R$ 960,5 milhões, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
  • A inadimplência é alta, com 70% a 80% dos sinistros relacionados ao agronegócio.
  • A volatilidade cambial e os altos juros aumentaram os riscos para empresas, especialmente pequenos e médios produtores rurais.

O seguro de crédito interno se tornou uma ferramenta crucial para empresas, especialmente no agronegócio, que enfrenta desafios constantes. No primeiro semestre de 2023, as indenizações pagas por seguradoras aumentaram 220,8%, totalizando R$ 831,3 milhões. Em contrapartida, a arrecadação caiu 3%, alcançando R$ 960,5 milhões, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

A alta nas indenizações reflete a crescente inadimplência, com 70% a 80% dos sinistros relacionados ao agronegócio. Tales Paschoalin, vice-presidente da Comissão de Riscos de Crédito e Garantia da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), destaca que a volatilidade cambial e a queda nos preços das commodities têm reduzido as margens de lucro dos exportadores, aumentando os riscos de inadimplência.

Cenário Econômico Desfavorável

Além disso, os altos juros no Brasil encareceram o capital de giro, pressionando ainda mais as empresas endividadas. Paschoalin observa que as seguradoras enfrentaram um aumento significativo nas demandas, especialmente de pequenos e médios produtores rurais, que acionaram suas apólices devido a quebras de safra e restrições de crédito bancário.

Nesse contexto, as seguradoras podem revisar seus preços e critérios de subscrição. As empresas, por sua vez, devem intensificar a busca por mecanismos que garantam liquidez e previsibilidade em suas transações comerciais. A situação atual exige uma adaptação rápida e eficaz para mitigar os riscos e garantir a continuidade dos negócios no setor.

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