- O Itaú BBA iniciou a cobertura das construtoras brasileiras de baixa renda com uma visão otimista.
- O relatório destaca a Tenda e a Plano & Plano como as melhores opções de investimento, com potenciais de valorização de 51% e 44%, respectivamente.
- A Tenda deve se beneficiar de uma perspectiva de lucro sólida, enquanto a Plano & Plano se destaca pela expansão em lançamentos e vendas.
- O setor de habitação apresenta acessibilidade em níveis recordes e retornos sobre patrimônio líquido (ROEs) históricos.
- Cury e Direcional continuam atraentes, com projeções de valorização de 28% e 27%, mas o Itaú BBA alerta para riscos na execução que podem afetar as projeções para 2026.
O Itaú BBA iniciou a cobertura das construtoras brasileiras focadas em baixa renda, apresentando uma perspectiva otimista para o setor. O relatório, divulgado na segunda-feira (15), destaca Tenda e Plano & Plano como as melhores opções de investimento, com potenciais de valorização de 51% e 44%, respectivamente.
Os analistas ressaltam que, embora empresas como Cury e Direcional tenham apresentado retornos expressivos nos últimos anos, é hora de considerar alternativas menos evidentes. A Tenda, historicamente negligenciada, deve se beneficiar de uma sólida perspectiva de lucro em suas operações diretas, compensando eventuais perdas em outros segmentos. O Itaú BBA acredita que isso pode restaurar a confiança do mercado na companhia.
Expectativas do Setor
O relatório aponta que o setor de habitação está em um de seus melhores momentos, com acessibilidade em níveis recordes e ROEs (Retorno Sobre Patrimônio Líquido) atingindo patamares históricos. As margens sólidas e o aumento do giro de ativos são fatores que sustentam essa recuperação. Apesar dos riscos associados aos modelos de negócio, a criação de valor deve permanecer forte.
A Tenda foi escolhida como a principal recomendação, com um preço-alvo de R$ 40 por ação. A expectativa é que o lucro por ação cresça 65% ao ano até 2026. Em segundo lugar, a Plano & Plano, com preço-alvo de R$ 24, deve se beneficiar de sua expansão em lançamentos e vendas.
Análise de Concorrentes
Os líderes do setor, como Cury e Direcional, continuam atraentes, com projeções de valorização de 28% e 27%, respectivamente. Embora os retornos não sejam espetaculares, as ações ainda são vistas como atrativas devido ao baixo risco de execução. No caso da MRV, o banco reconhece avanços, mas considera que ainda é cedo para investir, com um preço-alvo de R$ 9 e potencial de valorização de 19%.
Os analistas do Itaú BBA alertam que falhas na execução podem comprometer as projeções para 2026, mas o potencial de crescimento no longo prazo é significativo.
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