- O governo do Reino Unido implementou novas regras de imposto sobre heranças que afetam residentes não domiciliados, com uma taxa de 40% sobre ativos globais.
- Tristram Hunt, diretor do Victoria and Albert Museum, pediu a reversão dessa parte do imposto, alegando que desestimula investimentos culturais.
- Durante a Art Business Conference, Hunt sugeriu um imposto sobre hotéis, com uma taxa de 3% a 5% sobre diárias, que poderia arrecadar mais de £1 bilhão para a cultura.
- A ex-secretária de Cultura, Thangam Debbonaire, destacou a importância da cultura para a economia e comparou o apoio do governo britânico ao da Coreia do Sul.
- A nomeação de Ian Murray como novo ministro da Cultura, Media e Esporte trouxe expectativas de continuidade nas políticas culturais em um cenário desafiador.
O governo do Reino Unido implementou novas regras de imposto sobre heranças que impactam residentes não domiciliados, aumentando a pressão sobre o setor cultural. Tristram Hunt, diretor do Victoria and Albert Museum (V&A), pediu a reversão da parte do imposto que afeta esses residentes, argumentando que isso desestimula o investimento em projetos culturais.
As novas regras, em vigor desde abril, impõem uma taxa de 40% sobre ativos globais de residentes não domiciliados, mesmo que estejam em trusts. Hunt destacou que essa política tem levado a uma “fuga de capital”, especialmente entre comunidades ricas, que buscam alternativas em locais como Dubai. Ele acredita que muitos estariam dispostos a pagar mais impostos se não houvesse essa penalização.
Proposta de Imposto sobre Hotéis
Durante a Art Business Conference em Londres, Hunt também sugeriu a criação de um imposto sobre hotéis, que poderia gerar mais de £1 bilhão para financiar a cultura no Reino Unido. A proposta envolve uma taxa de 3% a 5% sobre as diárias, com o objetivo de reinvestir na infraestrutura cultural. Ele enfatizou que, dado que quatro em cada cinco turistas visitam Londres por motivos culturais, essa medida é essencial.
A discussão sobre o uso dos recursos arrecadados também foi abordada. Hunt e outros painelistas concordaram que os fundos devem ser direcionados para a cultura, evitando que sejam desviados para outras áreas. A falta de arte e design no currículo escolar foi outro ponto crítico, com uma queda de 42% na participação em disciplinas artísticas nos últimos 15 anos.
Mudanças no Governo e Suporte à Cultura
A recente reformulação no governo britânico, com a nomeação de Ian Murray como novo ministro da Cultura, Media e Esporte, trouxe esperanças de continuidade nas políticas culturais. Hunt expressou a expectativa de que o novo secretário mantenha o foco nas iniciativas culturais, especialmente em um período geopolítico desafiador.
A ex-secretária de Cultura, Thangam Debbonaire, ressaltou a importância de reconhecer a cultura como parte integrante da economia. A comparação com o apoio da Coreia do Sul à arte e à cultura destacou a necessidade de um compromisso mais forte do governo britânico com o setor cultural, que enfrenta desafios significativos.
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