- O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição da Wickbold pela Bimbo com condições.
- A decisão foi unânime e visa garantir a concorrência no setor de panificação.
- A Bimbo deverá vender as marcas Nutrella e Tá Pronto para evitar a concentração de mercado.
- A empresa também terá restrições operacionais por três anos, como a proibição de contratos de exclusividade em algumas categorias.
- A aquisição inclui a absorção de 2.700 funcionários e representa um avanço na estratégia de crescimento da Bimbo no Brasil.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, nesta quarta-feira, a aquisição da Wickbold pela Bimbo, impondo, no entanto, condições para garantir a concorrência no setor de panificação. A decisão foi unânime e surge após preocupações sobre a concentração de mercado, especialmente em pães e tortilhas.
A Bimbo, que já controla marcas como Pullman e Rap10, terá que se desfazer das marcas Nutrella e Tá Pronto! para evitar a redução da concorrência. A conselheira-relatora, Camila Pires-Alves, destacou que a fusão poderia impactar negativamente categorias importantes, como pães de forma e wraps. A Nutrella, em particular, possui alta concentração de mercado nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Condições da Aquisição
Além da venda das duas marcas, a Bimbo deverá seguir restrições operacionais por três anos. Durante esse período, a empresa só poderá comercializar wraps sob a marca Rap10 e não poderá firmar contratos de exclusividade com varejistas na categoria de bisnagas e bisnaguinhas, especialmente no Centro-Oeste. Essas medidas visam garantir que outras marcas tenham espaço nas prateleiras.
A aquisição da Wickbold, que inclui a absorção de 2.700 funcionários, representa um passo significativo na estratégia de crescimento da Bimbo no Brasil, o maior mercado da América Latina. A empresa já havia expandido sua presença no país por meio de outras aquisições, como Plus Vita e Artesano.
Impacto no Mercado
A transação, que não teve seu valor divulgado, foi analisada pela Superintendência Geral do Cade, que recomendou a aprovação com condições. A Bimbo, que atua no Brasil desde 2001, busca fortalecer seu portfólio e promover um crescimento sustentável. A decisão do Cade também frustra os planos da Pandurata Alimentos, dona da Bauducco, que havia solicitado a análise do caso devido a potenciais efeitos anticompetitivos.
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